Sacoleiros de luxo em Nova York

Com real valorizado em relação ao dólar, brasileiros vão às compras e trocam Paraguai pelos Estados Unidos e a Argentina.

Fonte: Márcia De Chiara e Gustavo Chacra – O Estado de S.Paulo

 O real valorizado e os baixos preços em dólar mudaram o destino de compras dos brasileiros neste fim de ano: dos principais shoppings do País e do Paraguai, no caso dos sacoleiros profissionais, para os Estados Unidos.  

Até 31 de dezembro, 1,2 milhão de brasileiros terão visitado os Estados Unidos neste ano, um número recorde. E boa parte desses turistas que vão a Nova York, Miami e Orlando, por exemplo, vão gastar com as pechinchas, que incluem do carrinho de bebê ao iPad.

O desembolso com compras de produtos e serviços no exterior é uma bolada. De janeiro a setembro deste ano, os gastos dos brasileiros com compras e turismo somaram US$ 11,5 bilhões ou R$ 19,5 bilhões, segundo as contas do economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, feitas a partir dos dados do Banco Central (BC). A cifra é a maior desde 1947 e equivale a quase 20% da receita do varejo da Região Metropolitana de São Paulo prevista para este ano.

“O gasto, na prática, deve ser ainda maior porque cada turista pode levar US$ 10 mil em dinheiro, sem declarar”, observa o economista. Ele ressalta que o principal destino desse desembolso registrado nas estatísticas do BC é os Estados Unidos.

“Sempre prefiro viajar em outras épocas para evitar o acúmulo de encomendas da época do Natal. Tenho que carregar estas três malas lotadas de roupas. Antes da internet, ainda tinha a desculpa de não ter tempo. Agora, mandam para a casa”, disse uma passageira brasileira que estava na semana passada na fila de embarque da TAM para o Brasil e pediu para não ser identificada por medo da alfândega.

Entre 2009 e 2010, o crescimento no consumo dos brasileiros nos EUA foi inferior apenas ao dos sul-coreanos. O aumento, de acordo com a Agência para a Indústria do Turismo e Viagem dos EUA, foi de 37% entre os brasileiros turistas e residentes no país. Entre os originários da Coreia do Sul, o crescimento do consumo alcançou 50%.

Luxo. Os brasileiros não frequentam apenas os outlets de New Jersey. Hoje, há também “sacoleiros de luxo”, que compram em lugares como a Bloomingdale”s. Na semana passada , o Estado visitou a gigantesca loja de departamentos na esquina da 60 com a Lexington, no Upper East Side de Manhattan. Como sempre, brasileiros engrossavam a fila de isenção de impostos, que representa uma economia de cerca de 8% do valor. “Vale a pena, porque aqui tem mais qualidade do que no outlet”, disse uma brasileira que se identificou como Ângela.

Nestes dias anteriores ao Natal, quase não há promoções. A última chance de adquirir produtos por preços mais baixos foi na última sexta-feira de novembro, depois do Thanksgiving (dia de ação de graças). Surpreendentemente, o movimento na Bloomingdale”s era tranquilo. “Não fossem vocês brasileiros, não venderíamos nada”, disse o vendedor Brian. Apesar do pessimismo de Brain, as vendas cresceram em relação à 2009 e estão quase no mesmo nível que 2007, segundo dados do Departamento do Comércio dos EUA.

O problema é que as vendas se concentram mais no comércio eletrônico, com uma elevação de quase 20% mesmo se comparado aos anos anteriores à crise de 2008. Nas lojas de departamento do varejo tradicional, há uma queda de vendas, mesmo em relação ao ano passado.

Paraguai e Argentina. Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi, Jr., de seis meses para cá, muitos sacoleiros profissionais trocaram as compras do Paraguai pelos EUA porque, no caso de roupas, não há uma cota.

No ranking da Abav, a Argentina aparece como o segundo maior destino de viagem dos brasileiros. Cerca de um milhão de turistas terão visitado o país até o final deste ano e as compras são um ponto forte.

Faz menos de um mês que a agência de viagens CVC lançou um pacote turístico de compras para Buenos Aires. São quatro dias de viagem, dois deles com tour de seis horas pelos outlets.

 real valorizado e os baixos preços em dólar mudaram o destino de compras dos brasileiros neste fim de ano: dos principais shoppings do País e do Paraguai, no caso dos sacoleiros profissionais, para os Estados Unidos.

Até 31 de dezembro, 1,2 milhão de brasileiros terão visitado os Estados Unidos neste ano, um número recorde. E boa parte desses turistas que vão a Nova York, Miami e Orlando, por exemplo, vão gastar com as pechinchas, que incluem do carrinho de bebê ao iPad.

O desembolso com compras de produtos e serviços no exterior é uma bolada. De janeiro a setembro deste ano, os gastos dos brasileiros com compras e turismo somaram US$ 11,5 bilhões ou R$ 19,5 bilhões, segundo as contas do economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, feitas a partir dos dados do Banco Central (BC). A cifra é a maior desde 1947 e equivale a quase 20% da receita do varejo da Região Metropolitana de São Paulo prevista para este ano.

“O gasto, na prática, deve ser ainda maior porque cada turista pode levar US$ 10 mil em dinheiro, sem declarar”, observa o economista. Ele ressalta que o principal destino desse desembolso registrado nas estatísticas do BC é os Estados Unidos.

“Sempre prefiro viajar em outras épocas para evitar o acúmulo de encomendas da época do Natal. Tenho que carregar estas três malas lotadas de roupas. Antes da internet, ainda tinha a desculpa de não ter tempo. Agora, mandam para a casa”, disse uma passageira brasileira que estava na semana passada na fila de embarque da TAM para o Brasil e pediu para não ser identificada por medo da alfândega.

Entre 2009 e 2010, o crescimento no consumo dos brasileiros nos EUA foi inferior apenas ao dos sul-coreanos. O aumento, de acordo com a Agência para a Indústria do Turismo e Viagem dos EUA, foi de 37% entre os brasileiros turistas e residentes no país. Entre os originários da Coreia do Sul, o crescimento do consumo alcançou 50%.

Luxo. Os brasileiros não frequentam apenas os outlets de New Jersey. Hoje, há também “sacoleiros de luxo”, que compram em lugares como a Bloomingdale”s. Na semana passada , o Estado visitou a gigantesca loja de departamentos na esquina da 60 com a Lexington, no Upper East Side de Manhattan. Como sempre, brasileiros engrossavam a fila de isenção de impostos, que representa uma economia de cerca de 8% do valor. “Vale a pena, porque aqui tem mais qualidade do que no outlet”, disse uma brasileira que se identificou como Ângela.

Nestes dias anteriores ao Natal, quase não há promoções. A última chance de adquirir produtos por preços mais baixos foi na última sexta-feira de novembro, depois do Thanksgiving (dia de ação de graças). Surpreendentemente, o movimento na Bloomingdale”s era tranquilo. “Não fossem vocês brasileiros, não venderíamos nada”, disse o vendedor Brian. Apesar do pessimismo de Brain, as vendas cresceram em relação à 2009 e estão quase no mesmo nível que 2007, segundo dados do Departamento do Comércio dos EUA.

O problema é que as vendas se concentram mais no comércio eletrônico, com uma elevação de quase 20% mesmo se comparado aos anos anteriores à crise de 2008. Nas lojas de departamento do varejo tradicional, há uma queda de vendas, mesmo em relação ao ano passado.

Paraguai e Argentina. Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi, Jr., de seis meses para cá, muitos sacoleiros profissionais trocaram as compras do Paraguai pelos EUA porque, no caso de roupas, não há uma cota.

No ranking da Abav, a Argentina aparece como o segundo maior destino de viagem dos brasileiros. Cerca de um milhão de turistas terão visitado o país até o final deste ano e as compras são um ponto forte.

Faz menos de um mês que a agência de viagens CVC lançou um pacote turístico de compras para Buenos Aires. São quatro dias de viagem, dois deles com tour de seis horas pelos outlets.



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