Indústria de PCs vive guerra de preços no Brasil

Fonte: Folha.com

O mercado brasileiro de computadores deve encerrar o ano com 13,5 milhões de máquinas vendidas, alta de 20% sobre 2009, segundo a consultoria IT Data.

O aumento no volume pode parecer motivo de comemoração, mas, em cifras, a situação é diferente. Apesar do crescimento em unidades, o faturamento subirá apenas 4%, a R$ 20 bilhões. “Os preços estão baixos e as margens também caíram”, diz Ivair Rodrigues, da IT Data.

Quarto maior mercado do mundo em PCs, atrás apenas de EUA, China e Alemanha, o Brasil vive uma pressão grande por preços. Há 12 meses, um notebook custava em média R$ 2.036.

Hoje, é vendido por R$ 1.695.

A queda no preço reflete em boa dose a valorização do real, que contribuiu para baratear os componentes, mas espelha principalmente a guerra de estratégias.

Negociações maciças com varejistas e compras internacionais de componentes que trazem ganho de escala estão entre alguns dos fatores que desencadearam uma batalha de preços.

“Há uma busca desenfreada por consumidores, o que exagerou a competição”, diz Helio Rotenberg, presidente da Positivo Informática.

APERTO DAS MARGENS

Entre os especialistas, a impressão é que o movimento de preços agressivos tenha sido desencadeado pela Acer no Natal de 2009. A empresa ganhou participação principalmente em notebooks e forçou o aperto das margens -estimativas apontam recuo de até 67%. Nos meses seguintes, houve a alternância na liderança de mercado.

Parte da estratégia da HP, que assumiu a ponta em portáteis no terceiro trimestre, envolveu a negociação com a rede varejista Walmart, que, segundo a Folha apurou, incluiu 110 mil notebooks negociados pela matriz.

Já a tática da Positivo foi rever custos operacionais e de produção e lançar um notebook a R$ 999 com tela LED em parceria com as Casas Bahia. O movimento, porém, impactou o Ebitda (lucro antes do pagamento de impostos, juros, amortizações e depreciações).

O indicador, que mede a geração de recursos, caiu 65,5%, para R$ 25,5 milhões, e a margem encolheu de 9,3% para 3,6%.

“Reorganizamos custos para reagir à competição, mas isso aconteceu à custa de margem e participação de mercado”, afirma.

Entre os analistas, a sensação é de baixa generalizada das margens, o que não é saudável para o setor.

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