Dólar fechou a R$ 1,70; Bovespa retrocede 0,54%

Fonte: Folha.com

Os agentes financeiros responderam nervosamente ao rebaixamento do “rating” irlandês, saindo das Bolsas de Valores correndo para o dólar, que no mercado brasileiro bateu seu maior preço neste mês.

“O humor do mercado azedou, claramente, depois do anúncio sobre o ‘rating’ da Irlanda. O dólar estava muito ‘tranquilo’ na faixa de R$ 1,68 e R$ 1,69, quando começou a subir e quase chegou a R$ 1,72”, comenta Glauber Romano, especialista da Intercam Corretora.

O Banco Central, que nos últimos dois dias entrou por duas vezes no mercado de moeda, restringiu sua intervenção do dia a somente um leilão, por volta das 12h (hora de Brasília), quando comprou dólares por R$ 1,6945 (taxa de corte).

Nesse contexto, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,709 nas últimas operações desta quinta, o que representa um acréscimo de 0,94% sobre a taxa final de ontem. E nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,810 para venda e por R$ 1,660 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cai 0,54%, aos 67.797 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,5 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 0,21%.

Há meses a Irlanda está sob os holofotes, principalmente depois que aceitou o pacote de ajuda financeira, nos moldes da ajuda concedida à Grécia no início deste ano. O socorro financeiro, a cargo da União Europeia e do FMI, prevê que o país se compromete com um severo ajuste nas contas públicas para domar os deficits.

O parlamento irlandês já aprovou, em uma primeira votação, o plano de austeridade fiscal proposto pelo governo, que ainda não foi totalmente aprovado.

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o “rating” soberano da Irlanda para “BBB+”, três níveis abaixo da “nota” anterior, sob o argumento que esse país terá que aumentar seus gastos orçamentários para reestruturar seu setor bancário. Além disso, a Irlanda também enfrenta a desconfiança dos mercados, o que implica em custos maiores na hora de financiar sua dívida nas praças financeiras.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas recuaram nos contratos mais negociados.

Ontem à noite, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa básica de juros do país em 10,75% ao ano, em linha com as expectativas do setor financeiro. Na semana que vem, o Comitê deve divulgar a ata relativa a essa reunião.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada caiu de 11,64% para 11,50%; para janeiro de 2012, a taxa prevista cedeu de 12,08% para 11,98%. E no contrato para janeiro de 2013, que seguiu tendência inversa, a taxa projetada passou de 12,39% para 12,42%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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