Dólar fecha a R$ 1,69; Bovespa tem perdas de 1,38%

O mercado de câmbio doméstico empurrou de volta o dólar para perto de R$ 1,70, na jornada desta quarta-feira.

O Banco Central retomou a prática de realizar dois leilões por dia para comprar moeda, adquirindo dólares por volta das 12h (hora de Brasília) e das 15h45, como foi “a regra” até, pelo menos, a primeira quinzena de novembro.

O dólar comercial oscilou entre R$ 1,698 e R$ 1,680, para encerrar o expediente cotado por R$ 1,693, o que significa um avanço de 0,65% sobre o fechamento de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,780 para venda e por R$ 1,630 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) recua 1,38%, aos 68.380 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,8 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York perde apenas 0,05%.

O Banco Central também informou hoje o fluxo de dólares para o país, mostrando um saldo positivo de US$ 2,2 bilhões no mês de novembro, que reverteu para o um resultado negativo nos primeiros dias de dezembro (US$ 1,2 bilhão).

As estatísticas da autoridade monetária confirmam que os bancos mantinham uma posição fortemente vendida (que aposta na baixa do dólar) até o mês passado, na casa dos US$ 12,68 bilhões, pouco abaixo dos US$ 12,84 bilhões contabilizados em outubro.

JUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas avançaram nos contratos mais negociados.

o IBGE apontou uma inflação de 0,83% em novembro, ante 0,75% em outubro, pela leitura do IPCA, índice utilizado para o regime de metas do governo. Trata-se do maior índice mensal desde abril de 2005 (0,87%). Nos últimos 12 meses encerrados em novembro, o IPCA acumula alta de 5,63%, acima da meta deste ano (4,5%).

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada aumentou de 11,61% ao ano para 11,63%; para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 12,05% para 12,07%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada ascendeu de 12,35% para 12,38%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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Varejistas esperam melhor Natal desde 2005, aponta Serasa

Fonte: Folha.com

Os varejistas brasileiros estão otimistas com as vendas para o Natal. De acordo com pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta quarta-feira, 69% desses empresários esperam aumento do faturamento em relação ao mesmo período no ano passado.

É o maior percentual, considerando todas as datas especiais do varejo, desde o início da pesquisa, em 2005. No Natal de 2009, por exemplo, o número era bem menor (53%).

Na média, o crescimento esperado é de 10,5% nas vendas ante aquela obtida no ano passado. O levantamento foi feito com 1.001 executivos do varejo entre os dias 10 e 19 de novembro

Na análise por porte, as grandes empresas do varejo são as mais otimistas, com 87% dos entrevistados apontando nessa direção, bem à frente das médias (77%) e das pequenas (67%).

Por região, o Nordeste conta com a maior parcela (81%) de varejistas otimistas. Na outra ponta aparece o Centro-Oeste, com 57% dos empresários do setor apostando em um Natal melhor que o de 2009.

Na avaliação dos economistas da Serasa, antes mesmo das medidas do Banco Central para o controle da inflação com a redução no ritmo da atividade econômica, os empresários do varejo já estavam diminuindo os prazos de pagamento em decorrência do aumento do endividamento. Na opinião desses analistas, o encarecimento esperado para o crédito não deve afetar as decisões de compra, sobretudo para produtos de menor valor agregado.

A pesquisa indica ainda que os presentes mais oferecidos serão roupas, sapatos e acessórios, de acordo com 30% dos entrevistados. A seguir aparecem na lista celulares (23%), eletrônicos (20%), brinquedos (9%) e eletrodomésticos (7%).

O gasto médio deve ser de até R$ 50 para 33% dos empresários. Outros 34% apontam um valor de R$ 51 a R$ 100. As compras à vista devem representar 51% das vendas, praticamente o mesmo percentual registrado em 2009 (52%).

Já as vendas a prazo, segundo o levantamento, serão compostas principalmente por cartão de crédito parcelado (46%), cheque pré-datado (29%) e financiamento ou crediário (16%).

Os limites para comprar no exterior sem pagar imposto

 

Em alguns casos, também é possível reembolsar o imposto pago por produtos no exterior.

Fonte: Gabriela Ruic, de EXAME.com

São Paulo – A queda do valor do dólar em relação ao real tem ajudado brasileiros a viajar e consumir cada vez mais no exterior. Em tempos no qual o famoso ditado “quem converte não se diverte” não se aplica, comprar fora do país ficou bem barato. Mas é bom ficar de olho nas regras da Receita Federal sobre o que pode ser trazido para o Brasil sem encargos tributários e o que deve ser obrigatoriamente declarado e pago para evitar multas.

O processo de declaração é simples. Basta que a pessoa preencha corretamente a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) quando estiver a caminho do território brasileiro e entregá-la ao funcionário da alfândega. Os bens tributáveis podem ser fiscalizados por agentes aduaneiros e tributados de acordo com o valor em nota. Quem viaja de avião ou navio e gasta menos de 500 dólares e quem cruza a fronteira por terra ou rio e traz menos de 300 dólares em compras na mala precisa apenas entregar a ficha marcada com a opção “nada a declarar”.

Desde outubro, a Receita permite que alguns objetos considerados de uso pessoal não sejam incluídos nessa quota. O viajante pode trazer uma joia, uma câmera fotográfica, um celular, um relógio, um instrumento musical, um objeto de decoração ou um iPod sem pagar imposto. O objeto não pode estar na caixa e precisa ser usado ao menos uma vez durante a viagem.

Alguns itens independem de limites de isenção e são sempre livres de qualquer tributação. Isso vale para livros, folhetos e periódicos em geral, tal qual revistas e jornais. Além das publicações, também são isentos objetos que a Receita Federal considera “bens de uso ou consumo pessoal”, como peças de vestuário e artigos para higiene em “quantidade compatível com a viagem”. Mas a Receita alerta que filmadoras e notebooks não se enquadram nessa categoria. Para evitar problemas, quem viaja ao exterior deve levar consigo a nota fiscal que comprove que o bem não está sendo importado para o Brasil.

O viajante que carregar um produto adquirido em outra viagem in.ternacional deve portar, junto ao bem, a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) utilizada na ocasião da compra e retorno ao país. Caso o viajante não tenha nenhum documento que comprove o valor pago pelo produto, a Receita usará listas e catálogos que indicam o valores do produtos para o cálculo da tributação.

E para quem pensa em enganar o fisco não preenchendo ou omitindo informações da DBA, é melhor pensar duas vezes pois o barato pode sair muito mais caro. Quem for pego com produtos não declarados, além de pagar o tributo referente, terá de arcar com uma multa no valor de 50% do valor excedente ao limite de isenção. E ainda, segundo a Receita, se for o caso, sanções penais também podem ser aplicadas.

A isenção de impostos e os limites quantitativos máximos de bens que podem ser adquiridos no exterior e trazidos ao Brasil variam de acordo com o transporte utilizado na ocasião da viagem. Os limites de isenção, além de pessoais e intransferíveis, são mensais. Ou seja, a quota pode ser usada apenas uma vez ao mês. Confira caso a caso:

Via aérea ou marítima

Quem viaja de avião ou navio, conta com quota de isenção tributária de 500 dólares. Porém, é preciso atentar não apenas para o valor das compras mas também para a quantidade de produtos que serão trazidos pelo viajante. É permitido trazer apenas doze litros de bebidas alcoólicas, dez maços de cigarro, 25 unidades de cigarrilhas ou charutos e 250 gramas de fumo.

Para quem não resiste a um souvenir, é permitido trazer apenas unidades de bens cujo valor unitário seja inferior aos dez dólares, dos quais apenas 10 podem ser idênticos. Caso o valor unitário da lembrancinha seja superior aos dez dólares, também é possível trazer vinte unidades do produto, desde que apenas três sejam iguais.

Via terrestre, fluvial ou lacustre

A regra de bebidas alcoólicas e fumo é a mesma que para quem viaja de avião ou navio. O que muda para esses viajantes é que podem trazer apenas 20 unidades de pequenos presentes ou souvenires, de valor unitário inferior a cinco reais, desde que no máximo 10 unidades sejam iguais.

Como calcular o imposto

A Receita cobra uma alíquota de imposto de 50% sobre o que exceder a limite estabelecido de isenção. Imagine, por exemplo, uma pessoa que viaja de avião e tem 500 dólares isentos. Se esse viajante trouxer um total de 600 dólares em produtos internacionais, ele terá excedido em 100 dólares sua quota mensal de isenção. Portanto, deverá pagar à Receita 50 dólares – de acordo com a taxa cambial do dia. Para quem tem cota de 300 dólares, vale a mesma regra.

Compras em free shops

No caso das lojas localizadas na chegada ao Brasil, os produtos adquiridos não são contabilizados junto aos outros bens adquiridos no exterior, ou seja, não fazem parte do valor limite de isenção de bens adquiridos.Entretanto, os viajantes devem atentar para o limite de isenção de 500 dólares por pessoa que também é aplicável para as compras em free shops de chegada ao país.

A Receita faz outro alerta para os bens comprados em lojas fora do Brasil, a bordo do avião ou free shops de saída do território. Estes produtos somam-se a tudo o que é comprado fora do território brasileiro no cálculo do que pode ser trazido com isenção de imposto.

Restituição de imposto

Uma dica importante para quem vai viajar para fora do país e quer aproveitar a chance para comprar no exterior é o Global Blue. Serviço que se autopromove como “o inventor das compras livres de impostos”, o Global Blue permite que quem compra em lojas cadastradas possa ter de volta parte do imposto pago.

O serviço está disponível, segundo a empresa, em 37 países (confira no site da Global Blue a lista de países e estabelecimentos cadastrados). Para obter o reembolso, basta que o viajante compre em lojas identificadas e preencha o formulário fornecido no local da compra.

Na hora de embarcar de volta para o Brasil, o viajante deve apresentar o passaporte e ficha de reembolso para serem carimbados por um oficial alfandegário. Em seguida, entregar o documento e apresentar o passaporte e cartão de crédito ao guichê da empresa no local. Quem preferir fazer o trâmite já no Brasil, pode enviar a ficha, carimbada, pelo correio e receber a quantia no cartão de crédito.

Os valores podem ser obtidos em dinheiro (devolvidos na hora) ou como estorno no cartão de crédito. A empresa informa que a compra de comida, publicações, roupas infantis ou adaptações para deficientes físicos não são reembolsáveis.

IBGE: inflação de novembro pelo IPCA fica em 0,83%

Com o resultado, o IPCA acumula alta de 5,25% no ano.

Fonte: 

Rio de Janeiro – A inflação de novembro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,83%, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável por esse levantamento de preços.

Em outubro, a inflação pelo IPCA havia sido de 0,75%. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 5,25% no ano e de 5,63% no período de 12 meses encerrado no mês passado. O índice engloba a variação de preços para famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos residentes nas principais áreas urbanas do País.

O IPCA também é o índice oficial utilizado pelo Banco Central (BC) para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2010 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que apura a inflação para famílias com rendimento mensal de 1 a 6 salários mínimos, foi de 1,03% em novembro. No ano, o INPC acumula alta de 5,83% e em 12 meses, de 6,08%. O INPC é utilizado em geral para os reajustes salariais.

Alimentos

O grupo de alimentos e bebidas registrou variação positiva de preços de 2,22% em novembro, ante a alta de 1,89% em outubro, segundo informou o IBGE. Esta foi a maior taxa mensal apurada pelo instituto desde dezembro de 2002, quando houve aumento de 3,91%. Sozinho, o grupo de alimentos contribuiu com 0,51 ponto porcentual (ou 61%) para IPCA do mês passado.

Segundo informou hoje o IBGE, o IPCA registrou inflação de 0,83% em novembro, ante a taxa de 0,75% em outubro. A alta do IPCA de novembro é a maior mensal desde abril de 2005. O grupo dos produtos não alimentícios registrou em novembro de 2010 variação positiva de 0,41%, exatamente a mesma apresentada em outubro.

Último Copom do ano marca despedida de Meirelles

 

Em 8 anos de Meirelles no comando do BC, Selic oscilou entre 8,75% e 26,50% ao ano.

Fonte: Cacau Araújo, de EXAME.com

Fabio Rodrigues Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deve dizer adeus ao BC nesta semana.

Brasília – A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deste ano também marca a despedida de Henrique Meirelles no comando da autoridade monetária. A expectativa para a 76ª reunião do Copom de Meirelles é que a taxa Selic seja mantida no patamar atual de 10,75% ao ano.

Na reunião de estreia de Meirelles como presidente do BC, em janeiro de 2003, o comitê optou por aumentar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros de 25% ao ano herdada de Armínio Fraga – que presidiu o BC no segundo mandato de FHC. 

Em oito anos com Meirelles no comando do Banco Central, a Selic oscilou entre 8,75% e 26,50% ao ano. Foram 19 elevações e 32 diminuições da taxa básica de juros. Em outras 24 reuniões, a decisão do Copom foi pela manutenção do patamar da taxa. (Veja tabela completa abaixo)

Depois das medidas tomadas na última sexta-feira (3), que diminuem a facilidade do crédito para pessoa física e retira R$ 61 bilhões da economia, o esperado é que o comitê deixe a próxima alta de juros para o atual diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro, Alexandre Tombini, que assumirá a presidência do BC em substituição a Meirelles a partir de janeiro do ano que vem.

Natal será decisivo para varejistas tradicionais se firmarem no e-commerce

Pão de Açúcar, Walmart e outras redes desafiam a liderança da B2W nestas Festas.

Marcio Orsolini, de EXAME.com

Arquivo EXAME

A um clique: o comércio eletrônico se tornou um dos principais investimentos das varejistas tradicionais.

São Paulo – Após um período de intensa consolidação, o varejo tradicional volta suas forças para a conquista de um novo mercado – o comércio eletrônico. E, nessa guerra, o Natal deste ano será decisivo para demonstrar a capacidade de marcas tradicionais das gôndolas, como o Grupo Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour, de baterem empresas que já nasceram focadas na internet, como a líder B2W.

De acordo com a consultoria e-bit, as vendas online crescerão 40% em relação ao mesmo período do ano passado e movimentarão 2,2 bilhões de reais apenas no período de festas. Em parte, o salto se deve ao maior investimento dessas grandes varejistas no segmento. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, estreou na internet em 1995, com o Pão de Açúcar Delivery.

O ímpeto para ampliar sua atuação no mundo virtual, porém, cresceu desde que comprou o Ponto Frio e se associou a Casas Bahia. Com isso, passou a controlar sites valiosos, como o Pontofrio.com.br, extra.com.br, paodeacucar.com.br e casasbahia.com.br. A integração das plataformas desses sites está para ser concluída, com o objetivo de disputar as vendas natalinas.

O Walmart ingressou no segmento em 2008 e hoje tem 50.000 itens divididos em 21 categorias. A rede espera um aumento de 50% nas vendas através de seu site. Já o Carrefour lançou sua plataforma online em março deste ano e oferece, atualmente, 17 categorias de produtos.

Desafios

De acordo com Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit, antecipar as compras em um período aquecido do mercado é mais do que necessário. “Os consumidores devem planejar suas compras para evitar o risco de enfrentar uma surpresa desagradável”, diz.

Com a previsão de alta demanda, as empresas afirmam que já prepararam seus estoques para atender ao grande número de pedidos. Procuradas, elas não comentam detalhes de suas operações online.

“As empresas ainda não estão preparadas para atender com tranquilidade a alta quantidade de pedidos nessa época.” Por isso, esse primeiro Natal com as marcas mais tradicionais do varejo no comércio eletrônico vai mostrar quem pode ganhar mais fatia do mercado.

A consultoria americana comScore realizou um estudo neste mês sobre a situação do e-commerce na América Latina com uma amostragem de 800 participantes. O estudo mostra que as principais preocupações dos consumidores são sobre a segurança das transações, disponibilidade de opções de pagamento e a seleção de produtos online.

Adesão

A boa notícia é que os brasileiros estão aderindo ao e-commerce. Entre os mercados pesquisados, o Brasil apresentou a maior porcentagem de conversão de visitantes de sites de comércio virtual a compradores, com 94% dos consumidores no Brasil tendo realizado uma compra online. A Argentina veio logo depois com 89%, seguida da Colômbia, com 84%. O potencial de crescimento do país no varejo online é tão expressivo que chega a superar o mercado americano, o maior do mundo, que terá crescimento de apenas 12,7%.

Com as lojas e os shopping centers cada vez mais lotados e o avanço do número de internautas brasileiros, o comércio eletrônico passará por um verdadeiro teste neste Natal. Se os grandes varejistas tradicionais forem hábeis o bastante para impressionar os clientes com bons produtos, preço e entrega no prazo, terão tudo para fazê-los voltar em 2011 – e arrancar um naco de mercado da B2W.

Fonte: comScore

Credicard e Elavon criam nova credenciadora de cartões

Parceria formada pelas empresas pretende ter 15% do mercado de cartões em cinco anos.

Fonte: Tatiana Vaz, de EXAME.com

São Paulo – As duas credenciadoras de cartões do país, Cielo e Redecard, ganharam na manhã de hoje um concorrente que promete abocanhar uma boa fatia do setor: 15% em cinco anos. Trata-se da empresa resultado da joint venture entre a Credicard, do grupo Citibank, e da Elavon, uma das maiores empresas globais do segmento.

A nova empresa entra em operação no início do segundo semestre de 2011 com a missão de fisgar como clientes as maiores empresas do país, tanto de varejo quanto das áreas de turismo e entretenimento, petróleo e aéreas, quanto de grandes companhias desses setores que querem trazer seus negócios para o país nos próximos anos.

“Nossas concorrentes no Brasil têm operações baseadas em escala, sem nenhuma especialização em segmentos”, afirma Leonel Andrade, presidente da Credicard no Brasil. “O que ofereceremos, a custos muito competitivos, são serviços adaptados às necessidades de cada setor, inclusive em relação a fraudes e cobrança.”

No mundo, a Elavon processa dois bilhões de transações, que somam cerca de 200 bilhões de dólares. “O equivalente ao que mercado brasileiro transaciona atualmente por ano também”, afirma Andrade. A nova empresa será ainda, segundo o executivo, uma porta de entrada para o mercado latino no futuro

Reavaliação do mercado

Há dois anos, o Citibank havia declarado que ficaria fora do mercado de credenciadores de cartões no Brasil. Mas o fim da exclusividade de bandeiras e o crescimento do setor fizeram com que a companhia mudasse de idéia.

“Quando dissemos que não havia interesse, para nós esse mercado no Brasil tinha outro valor”, diz Gustavo Marin, presidente do Citi no Brasil. “Reavaliamos nossa decisão porque vimos que há no setor uma boa oportunidade de negócios.”

O plano da nova empresa está sendo traçado pelo Citi há um ano, e a expectativa é de que a credenciadora conte com centenas de funcionários nos próximos dois anos. O investimento aplicado na joint-venture não pode ser divulgado. “Mas podemos falar que foi um valor bem agressivo, em torno de dois dígitos de milhões de dólares”, diz Mike Passivalla, presidente e CEO da Elavon, empresa que pertence ao banco U.S. Bancorp.

As parceiras possuem cada uma 50% de participação na nova companhia e, por isso, a gestão será compartilhada. As bandeiras Visa, Credicard e Dinners, também do Citi, já contam com licença para uso da empresa.