iPad 2 vem aí

Fonte: Estadão.com – Link –  Por Murilo Roncolato

A Apple vai começar a vender a segunda versão do seu tablet iPad em abril do ano que vem. É o que afirma reportagem do tradicional jornal chinês Digitimes nesta terça-feira, 7. A publicação ouviu de fabricantes taiwanesas de peças que a Apple havia enviado um comunicado à sua fornecedora Foxconn Electronics pedindo um lote que varia de 400 mil a 600 mil unidades do novo aparelho a serem enviadas até fins de fevereiro de 2011.

A empresa de Steve Jobs planejava, segundo informação do jornal, exigir a remessa das suas fornecedoras em janeiro, mas em função de algumas partes do sistema ainda estarem em teste e a estabilização mais demorada que o esperado da nova fábrica da Foxconn em Chengdu, o prazo foi adiado.

O Digitimes soube que a Apple possui cerca de 1,8 milhões de iPads (o original) em estoque para o fim do ano e ainda vai pedir, no mínimo, outras 1,6 milhões de unidades do aparelho. A intenção da empresa é de diminuir os pedidos a fim de que os aparelhos restantes durem até o final de março, coincidindo com a data de lançamento do iPad 2.

A primeira versão do aparelho foi anunciada em janeiro de 2011 e lançada para o mercado estadunidense em abril. A partir de maio o iPad chegou a outras partes do mundo e agora na América Latina e na Coreia do Sul. Após vender mais de quatro milhões unidades só no terceiro trimestre (chegando 7,5 milhões), a Apple espera que com a chegada a esses novo mercados suas vendas no quarto trimestre cheguem a 7 milhões.

Crédito cresce US$ 3,4 bi em outubro nos EUA

Fonte: GUSTAVO NICOLETTA – Agencia Estado

WASHINGTON – O crédito ao consumidor dos EUA cresceu US$ 3,4 bilhões em outubro, para US$ 2,399 trilhões, de acordo com dados do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Economistas consultados pela Dow Jones esperavam uma queda de US$ 2 bilhões.

 De acordo com o relatório do Fed, o crédito rotativo – ou uso do cartão de crédito – encolheu pelo 26º mês consecutivo em outubro, a uma taxa de 8,4%, ou de US$ 5,6 bilhões, para US$ 800,5 bilhões, enquanto o crédito não-rotativo – que corresponde aos empréstimos para, por exemplo, a compra de automóveis – cresceu 6,8%.

Em setembro, o crédito ao consumidor subiu US$ 1,2 bilhão, em dado revisado. Originalmente, o Fed havia divulgado um aumento de US$ 2,1 bilhões. As informações são da Dow Jones.

Telebrás acusa teles de travarem projeto de banda larga

Fonte: GLAUBER GONÇALVES – Agencia Estado

RIO – O presidente da Telebrás, Rogério Santanna dos Santos, acusou as empresas de telefonia de travarem o projeto do governo de universalização de banda larga no País. “O SindiTelebrasil (que representa as empresas de telefonia fixa e móvel), comandado por (Antonio Carlos) Valente (presidente da Telefonica) tem feito esforços para que o processo não ande”, disse Santanna.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, denominado SindiTelebrasil, representa 29 empresas de telefonia fixa e móvel. A entidade entrou com ação na Justiça Federal no Rio de Janeiro com objetivo de que a Telebrás não seja a única operadora do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Na prática, o que o sindicato propõe é que a escolha para a implementação do plano seja feita por meio de licitação pública. O plano envolve a infraestrutura e as redes de suporte de serviços de telecomunicações de propriedade ou posse da administração federal ou de empresas de controle estatal.

Santanna afirmou que o sindicato apela para “uma litigância exagerada”. “É como se o Estado resolvesse fazer outra rodovia e as concessionárias de pedágio se unissem para evitar que o governo fizesse”, comparou. Santanna disse que o PNBL tem objetivo de introduzir a concorrência onde não há. “Através da Telebrás, o governo vai colocar sua rede de fibra ótica como meio de transporte alternativo (de dados)” declarou. Ele disse que o objetivo é baixar o custo de uso das redes.

O executivo criticou o que chamou de “judicialização” por parte do SindiTelebrasil. “Eles participam de fóruns de negociações e quando as coisas não saem como querem entram na Justiça e questionam a parte que não lhes interessam. É uma postura inadequada”, disse.

Presente no mesmo evento em que estava Santanna, Valente rebateu as afirmações e disse que a participação da Telebrás pode ocorrer, “desde que a empresa tenha adequação ao marco regulatório e legal do Brasil, sendo um operador como outro qualquer, com suas dificuldades e virtudes”. “A questão é que se isso não acontecer, serão violados princípios que são utilizados por todos”, afirmou. Valente levantou ainda questionamentos sobre o fato de a Telebrás ser estatal, mas também ter acionistas. “A Telebrás é uma estatal, mas também tem acionistas, e isso é algo que tem ser avaliado por alguém de direito. Não tem nada a ver com paralisar (a Telebrás)”, disse.

Pacote dobra juro para compra de carro

Bancos enviaram novas tabelas às concessionárias, prevendo aumento da taxa para a compra de carros sem entrada, a modalidade mais negociada.

Fonte: Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Quase dobraram as taxas de juros cobradas dos financiamentos de veículos nos planos sem entrada depois que o Banco Central (BC) baixou o pacote de arrocho do crédito na sexta-feira. O aumento dos encargos financeiros deve provocar queda de até 20% nas vendas de carros zero quilômetro e atingir principalmente o consumidor de baixa renda que, por falta de recursos, optava pelos planos longos e sem entrada.

Boa parte dos bancos que financiam carros novos já soltou as novas tabelas, que passaram a valer na segunda-feira. Mas, procurados pelo Estado, Banco Votorantim, Santander, Itaú Unibanco e Bradesco não deram informações sobre as novas condições de crédito. Também a Associação Nacional das Empresas de Montadoras (Anef) não quis se manifestar. A Anef relatou apenas que, em setembro, último dado disponível, 46% das vendas de veículos foram feitas por meio do Crédito Direto ao Consumidor (CDC). De acordo com concessionárias de veículos, antes do pacote, 60% dos financiamentos eram sem entrada.

Pesquisa da MSantos, agência de promoções e pesquisas automotivas, feita com 40 revendas de São Paulo, mostra que as taxas de juros para financiamentos sem entrada acima de 24 vezes variam desde segunda entre 1,6% 2,5% ao mês, dependendo do prazo. Até domingo, os juros oscilavam entre 1,3% e 1,4%, nos planos sem entrada.

Essa elevação de até um ponto porcentual no juros vai pesar no bolso do consumidor, diz o economista responsável pela pesquisa, Ayrton Fontes. Com as mudanças, a prestação de Celta 1.0, bicombustível, financiado em 60 meses, sem entrada sobe de R$ 610 para R$ 762. Ao fim de cinco anos, o comprador terá desembolsado R$ 9.120 a mais pelo carro, em razão da alta dos juros, calcula Roberto Sinicio, diretor de Vendas da Concessionária Palazzo, da GM.

Os juros aumentaram apenas nos planos sem entrada e as taxas ficaram praticamente inalteradas nos financiamentos com entrada. Nesse caso, a contrapartida para não subir as taxas é a exigência de uma parcela de 20% do valor do veículo nos planos em 36 meses, de 30% nos financiamentos em 48 vezes e de 40% nos de 60 meses. Nos financiamentos em 24 meses não há exigência de entrada e a taxa de juros foi mantida.

Eletrodomésticos

A freada do crédito deve ter impacto negativo também nas vendas de eletrodomésticos e eletrônicos, afirma Lourival Kiçula, presidente da Eletros, organização que reúne as indústrias do setor.

Procuradas pela reportagem, as redes varejistas informaram, no entanto, que a mudança das regras não afeta as suas vendas porque os prazos do crediário já não eram longos. Mas no último fim de semana as consultas para as vendas à vista cresceram mais de 20% sobre o anterior, segundo dados preliminares da Associação Comercial de São Paulo, e superou o crediário.

Dólar fecha a R$ 1,68, após intervenção mais forte do BC; Bovespa tem alta modesta

Fonte: Folha.com

O Banco Central retomou a prática de entrar no mercado de câmbio duas vezes ao dia nesta jornada em que a cotação da moeda americana chegou a bater R$ 1,67 em seu ponto mais baixo. A taxa interrompeu uma sequência de seis dias seguidos de baixa, mantendo o patamar de R$ 1,68.

Há várias semanas a autoridade monetária têm restringido suas intervenções no câmbio doméstico, tanto em volume de operações quanto nas quantias adquiridas diariamente.

Hoje, porém, foi diferente: o banco realizou seu primeiro leilão por volta das 12h (hora de Brasília), o que não fazia há tempos, e mais leilão “tardio”, após as 16h. No primeiro, o BC aceitou ofertas por R$ 1,6726 (taxa de corte) e no segundo, por R$ 1,6820.

Os agentes financeiros, no entanto, estão de olho no aperto da política monetária doméstica. “Me parece que o mercado está principalmente de olho na economia interna, mesmo. Está todo mundo antecipando que a ata do Copom [que será divulgada na semana que vem] vai confirmar que os juros vão começar a subir”, comenta Luiz Fernando Moreira, da mesa de operações da corretora Dascam.

Como salientam analistas, o aumento dos juros domésticos torna os ativos financeiros ainda mais atrativos para o capital estrangeiro, num mundo em que as maiores economias mundiais mantém suas taxas básicas em níveis historicamente baixos: na Europa, em 1% ao ano; nos EUA, em torno de 0,25%.

As recentes medidas lançados pelo governo brasileiro para restringir o crédito não alteraram significativamente o cenário básico dos analistas: o Copom (comitê que decide a taxa de juros) não deve mexer na taxa de juros (hoje em 10,75% ao ano) na reunião desta semana; o ajuste fica para o início do ano que vem, provavelmente começando com um aumento de 0,50 ponto percentual.

Dessa forma, o dólar comercial encerrou as operações do dia sendo negociado por R$ 1,682, sem alteração sobre o fechamento anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,770 para venda e por R$ 1,610 para compra.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas ficaram praticamente inalteradas nos contratos mais negociados.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada foi mantida em 11,60%; para janeiro de 2012, a taxa prevista permaneceu em 12,04%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada caiu de 12,34% para 12,32%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 0,17%, aos 69.670 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,58 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,49%.

Lula diz que vetará divisão de royalties no projeto do pré-sal

Fonte: Folha.com Com Reuters e Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que vetará a parte do projeto do novo marco regulatório do setor de petróleo e gás que propõe uma redistribuição dos royalties do setor. O veto já havia sido defendido pelo ministro Alexandre Padilha.

Na semana passada, aprovou o projeto que muda o modelo de exploração de petróleo do pré-sal de concessão para partilha e cria o fundo social para aplicar os recursos oriundos de sua produção. O presidente tem a prerrogativa de vetar ou sancionar a emenda.

O novo modelo de partilha será aplicado na área do pré-sal que ainda não foi leiloada, que equivale a dois terços das reservas já descobertas. Com a mudança, o governo receberá parte da produção em óleo e a Petrobras participará de todos os consórcios com pelo menos 30% e será a única operadora das reservas.

Na votação, os parlamentares mantiveram o ponto que garante uma redistribuição dos royalties do petróleo de forma mais equitativa entre os Estados e municípios da federação, prejudicando os Estados produtores como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Outros dois projetos do pré-sal, o que permitiu a capitalização da Petrobras e o que criou a Pré-Sal S. A., já foram aprovados pelo Congresso e sancionados pelo presidente Lula.

“Eu pretendo, ao receber a proposta do Congresso, vetar, e colocar a Medida Provisória relativa ao acordo”, disse Lula.

Segundo Lula, a Medida Provisória contemplará o acordo anterior sobre a divisão de royalties, feito entre os estados produtores, Ministério de Minas e Energia e líderes do Parlamento.

O acordo mantinha a arrecadação de Estados produtores, mas redistribuía os recursos oriundos da produção do pré-sal.

No Rio, o presidente afirmou que pré-sal tem recursos suficientes “para garantir a arrecadação dos Estados produtores e dos outros Estados com uma grande fatia”.

“Só temos que torcer pelo seguinte: que a Petrobras tenha toda a sorte do mundo de tirar todo o pré-sal e a gente tenha governantes que distribuam de forma justa todas as riquezas do pré-sal. Se isso for feito, tenho certeza de que nós estaremos vivendo muito melhor”, acrescentou o presidente.

APELO

A Confederação Nacional dos Municípios marcou para a próxima quinta-feira reuniões nos Estados para pedir ao presidente que não vete a partilha. Reunidos, os milhares de gestores municipais dirão aos parlamentares e aos governadores, eleitos ou reeleitos, que exigem uma distribuição mais justa dos royalties.

“Os municípios tentarão convencer o presidente Lula que todos devem receber o mesmo tratamento. Queremos a divisão de recursos que não são exclusividade de alguns Estados e, sim, da população brasileira”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em nota.

Previdência gastará mais R$ 1,5 bi após decisão do STF

Previdência Social aguarda a publicação do acórdão para conhecer os detalhes da decisão e efetuar os pagamentos.

Fonte: Revista Exame,  

Antonio Cruz/AGÊNCIA BRASIL

O ministro da Previdência, Carlos Gabas: “É preciso avaliar os detalhes da decisão para depois pagar”

Brasília – Para atender determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo vai pagar R$ 1,5 bilhão a 150 mil beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que se aposentaram antes de 1998 e que deveriam ter o benefício calculado com base no novo teto, de R$ 1,2 mil, estabelecidos naquele ano. Segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, esses números são preliminares. Ele aguarda a publicação do acórdão para conhecer os detalhes da decisão e, a partir daí, efetuar os pagamentos.

Na semana passada, Gabas se reuniu com o colega da Fazenda, Guido Mantega, e com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para discutir o assunto. O ministro não informou se o pagamento será à vista ou parcelado ou se ocorrerá neste ou no próximo ano. “Estamos aguardando a publicação do acórdão. É preciso avaliar os detalhes da decisão para depois pagar”, afirmou.

Em setembro, o STF julgou um processo que envolvia um beneficiário que teve a aposentadoria calculada com base no teto da época: R$ 1.081,50. Uma emenda constitucional, aprovada em 1998, no entanto, aumentou esse teto para R$ 1,2 mil. A Justiça Federal de Sergipe garantiu ao beneficiário o recálculo de seu salário-benefício com base no novo teto.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recorreu, sem sucesso, da decisão com o objetivo de manter para os beneficiários que se aposentaram antes de 1998 o teto de R$ 1.081,50. E o STF ainda foi além. Reconheceu que o caso tem repercussão geral. Por isso, a medida, decidida por 8 votos a 1, será aplicada pelas instâncias inferiores, em casos idênticos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.