Guia de compras: o que você precisa saber antes de adquirir um iPad

Saiba se vale a pena comprar o tablet da Apple, que chegou ao Brasil nesta última sexta, 3/12; confira os vários modelos e para quem ele é (ou não) indicado.

Fonte: Por Macworld / EUA e Redação Macworld Brasil

Apesar de algumas pessoas acharem de que o iPad é uma espécie de “iPod Touch gigante”,  o fato é que o tablet da Apple, que chega ao Brasil na próxima sexta-feira, 3/12, vai muito além disso. Ele é uma ótima maneira de se curtir música, vídeos e muito mais.  Ele possui uma ótima tela touchscreen de 9,7 polegadas e resolução 1024×768 pixels, bom alto-falante embutido, e, em determinados modelos, a opção de conexão em redes 3G, além de Wi-Fi.

A tela grande e de alta resolução do iPad significa que ele traz um melhor experiência de vídeos e games em um aparelho portátil iOS, além de ser o melhor leitor de quadrinhos virtuais de que se tem conhecimento, com ótimos apps da Marvel, DC Comics e Image, entre outras editoras. E o alto-falante embutido é bom o bastante para que você normalmente não precise de fones de ouvido ou falantes externos para essas experiências mais casuais.

O  tablet também funciona como um ótimo leitor de livros eletrônicos. E como o aplicativo iBooks, da Apple, suporta arquivos em PDF, você pode carregar seu iPad com arquivos desse tipo para lazer e trabalho. E, é claro, existem milhares de aplicativos nativos ou portado para o aparelho disponíveis na App Store.

Para quem não gosta de digitar em teclados virtuais, há a opção de utilizar um teclado Bluetooth ou até de cases que trazem teclados embutidos do mesmo tipo. Logicamente, isso encarece o produto

Assim como em todos os outros países onde já está disponível, serão vendidas duas versões do tablet no Brasil (divididas em três opções de capacidade): uma apenas com conexão Wi-Fi e outra mais completa, com Wi-Fi e 3G. O modelo 3G é uma boa pedida para quem busca mobilidade e praticidade, sendo que foi, inclusive, eleito “o dispositivo móvel do ano” pela revista especializada Wired.

A exemplo do iPhone 4, o iPad utiliza chips micro-SIM, diferentes do padrão mais usado no Brasil (mini-SIM), mas já disponíveis para compra nas principais operadoras de telefonia celular brasileiras.

E com o recente lançamento do sistema iOS 4.2, o tablet finalmente possui recursos já disponíveis há meses no iPhone e iPod Touch, como multitarefa, pastas e caixa de entrada de e-mail unificada

No Brasil
O tablet chega ao País oito meses após ser lançado nos EUA com dois modelos disponíveis. Por aqui, o aparelho terá preços sugeridos de 1.649 reais para a versão de 16GB; 1.899 reais para 32 GB; 2.199 reais para 64 GB, para os modelos Wi-Fi; e 2.049 reais para 16 GB; 2.299 reais para 32GB; e 2.599 reais para 64 GB para os modelos Wi-Fi + 3G.

O iPad será vendido apenas em redes de varejo por enquanto. Até o fechamento desta matéria, as operadoras de telefonia celular do País não anunciaram previsão de lançar o tablet ou planos de dados específicos para o aparelho.

Em razão do considerável atraso no lançamento nacional, o iPad perdeu a chance de ser o primeiro tablet do mercado brasileiro, posto que ficou com o rival Galaxy Tab, Samsung, que utiliza o sistema Android, e traz alguns diferenciais como câmeras frontal e traseira (para vídeo e foto), TV digital e analógica (exclusivas para o Brasil), recursos de chamada por vídeo e telefone (com chip mini-SIM “tradicional) e tela menor (de 7 polegadas).

Vale lembrar que a Apple deve anunciar no começo do ano que vem o iPad 2. Rumores recentes apontam que a próxima geração do aparelho terá câmeras para videochamada e conexão USB.

É bom para: pessoas que procuram um substituto mais prático e leve para um netbook, ainda mais com a opção de teclados Bluetooth; quem viaja muito, pois é um ótimo “companheiro de estrada”, com opções de assistir a vídeos, ler e-books, aplicaitvos de notícias e HQs virtuais; quem gosta de games, com sua ótima tela, acelerômetro e processador A4 de 1GHz; quem quer um equipamento fácil de usar, para navegar na Internet e ver e-mails.

Não é para: pessoas que usam muito CDs e DVDs, pois ele não possui drive óptico; quem quer realizar videochamadas ou fotografar (ao contrário do concorrente Galaxy Tab, o tablet da Apple não possui câmeras); quem precisa de muito espaço para armazenar arquivos, pois o iPad possui um máximo de 64 GB de capacidade (não expansível); pessoas que querem acessar sites em Flash, formato que não é suportado nos equipamentos da Apple.

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Brasil lidera “ranking do iPad mais caro”

Macworld Brasil fez um levantamento dos preços praticados em 10 países; equipamento é mais barato na Argentina, EUA, Inglaterra, Portugal…

Fonte: MacWorld – Por Daniel dos Santos, Now! Digital

O iPad acaba de ser lançado no Brasil, com preços a partir de 1.649 reais (versão Wi-Fi de 16 GB). Caro? Para saber quanto ele custa em outros países, Macworld Brasil fez um levantamento, com o modelo mais barato, em dez mercados, com os valores convertidos para real.

Em primeiro lugar ficou justamente o Brasil, com 1.649 reais, seguido pelo equipamento oferecido na Argentina (1.450 reais) e pelo valor praticado no Reino Unido (1.140 reais). Procurada por nossa equipe, a Apple Brasil preferiu não se pronunciar sobre a questão. Confira, abaixo, o ranking:

 

O iPad mais caro do mundo

Fonte: Estadão.com- Por Renato Cruz

 O iPad vendido no Brasil é o mais caro do mundo. Mesmo assim, foi um sucesso de vendas em seu primeiro dia no mercado brasileiro. Modelos com acesso à rede de telefonia celular de terceira geração (3G) já estavam em falta em algumas lojas na noite de ontem, menos de 24 horas depois do lançamento do produto.

Um levantamento feito pela Macworld Brasil em 10 países apontou o iPad brasileiro como o mais caro. O modelo mais simples sai por R$ 1.650 no Brasil, quase o dobro dos R$ 848 pagos nos Estados Unidos. Na Argentina, o segundo lugar mais caro, custa R$ 1.450.

Comparando os preços brasileiros com um estudo da australiana CommSec, publicado em maio, que englobou 10 países, também se conclui que o Brasil tem o iPad mais caro. O tablet da Apple está disponível hoje em 43 países.

A Apple tem seis modelos do iPad, sendo três com conexão de rede local sem fio Wi-Fi e três com Wi-Fi e 3G. Na noite de ontem, o site da Fast Shop já não tinha um modelo 3G, a Americanas.com não tinha dois modelos 3G e o Submarino não tinha nenhum dos três modelos 3G.

“As vendas do primeiro dia ficaram acima da expectativa”, disse Luiz Pimentel, diretor de marketing da Fast Shop e da A2You (rede especializada em Apple, que pertence à Fast Shop). “A procura pelos modelos 3G foi bastante forte.”

Pimentel garantiu que o modelo que acabou será reposto rapidamente, nos próximos dias. “A ideia é termos iPad para o Natal”, disse. A rede promoveu um lançamento à zero hora de ontem em sua loja do Shopping Iguatemi, que recebeu mais de 500 pessoas, em que um DJ tocava músicas no iPad.

O lançamento oficial da Apple foi feito com a Fnac, na loja do Shopping Morumbi, também à zero hora de ontem. A loja recebeu cerca de 500 pessoas, mais gente do que costumaram receber os lançamentos dos livros da série Harry Potter.

Segundo a Fnac, as vendas foram muito boas nas lojas e surpreendentes na internet. No site da rede varejista, o iPad ficou entre os produtos mais vendidos, com destaque para cidades da Região Nordeste.

A Fnac afirmou que não há risco de faltar produto. A rede disse que seu estoque é suficiente para esta semana e que a Apple sinalizou a entrega de um novo lote na semana que vem. No caso do iPhone 4, smartphone da Apple, houve reclamações de falta de produto no País.

Limewire encerra atividades no fim do ano

Fonte: Por Reuters – Estadão.com

O Limewire — um dos principais meios de compartilhamento gratuito de músicas, filmes e programas de TV na internet — revelou que vai encerrar suas atividades até o fim do ano, com o fechamento do escritório da empresa em Nova York.

Em outubro, um juiz federal americano garantiu a requisição da indústria musical de fechar o serviço de compartilhamento de arquivos Limewire, julgado culpado de infração de copyright.

“Como resultado de nossa atual situação legal, não nos resta outra opção que não finalizar as operações da Limewire store”, informava a nota divulgada pela empresa na sexta-feira, 3. “Apesar de nossa dedicação e esforço, 31 de dezembro de 2010 marcará o dia em que a Limewire Store fechou suas portas virtuais.”

A empresa ainda afirma que os planos de oferecer um serviço legal de distribuição de música também foram cancelados.

Fundada no ano 2000 por Mark Gorton, o Limewire tornou-se alvo das gravadoras por ser usado por milhões de fãs para busca e download de canções. /REUTERS

BNDES quer incentivar parceria público-privada

Fonte: AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – Com a demanda crescente por investimentos em infraestrutura no cenário de redução de gastos desenhado pela presidente eleita, Dilma Rousseff, o setor público precisa tirar mais proveito da iniciativa privada replicando modelos de concessão em projetos de pequeno porte. É o que defende o International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial que investe US$ 6 milhões no Brasil para estimular parcerias público-privadas (PPPs) em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 Estimativas do BNDES indicam que o Brasil consumirá R$ 315 bilhões em investimentos de infraestrutura até 2013. Em edificações, são esperados R$ 465 bilhões. Principal financiador de longo prazo no País, o BNDES financiou, entre janeiro e outubro, R$ 51,7 bilhões em projetos de infraestrutura, um crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2009. Mas o governo já sinalizou que é impossível manter o crescimento do banco.

Com as limitações do BNDES, o governo busca formas de agregar a iniciativa privada aos investimentos. O Ministério da Fazenda arremata um plano para incentivar o financiamento privado. Outro caminho é sofisticar modelos e ampliar o uso de concessões à iniciativa privada.

O BNDES também assumiu essa tarefa, revitalizando o setor de estruturação de projetos. Esse setor atuou nas privatizações na década de 90 para elaborar editais e estudar a viabilidade de empreendimentos como a usina de Belo Monte ou o trem-bala, que combinam financiamento público e consórcios privados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Classe média latino-americana progride, mas segue vulnerável, diz OCDE

Principais entraves são poder de compra, educação e estabilidade no emprego.

Fonte:  Estadão.com – BBC Brasil

PARIS – Apesar de a classe média da América Latina estar crescendo e começar a ser um motor para o desenvolvimento, ela continua sendo economicamente vulnerável se comparada à dos países ricos, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório divulgado nesta sexta-feira.

“A classe média latino-americana está confrontada com sérios obstáculos em termos de poder de compra, de educação e de estabilidade no emprego. Esse grupo ainda tem um longo caminho a percorrer para ser comparável às classes médias das economias mais ricas”, diz Ángel Gurria, secretário-geral da OCDE.

O estudo Perspectivas Econômicas da América Latina 2011 ressalta que o emprego informal é muito elevado nessa camada da população no continente.

Em todos os países latino-americanos, com exceção do Chile, a classe média possui mais trabalhadores informais do que registrados, segundo a OCDE.

Como a informalidade está ligada a uma baixa proteção social, “menos da metade desses trabalhadores da classe média se beneficiará de uma cobertura adequada de segurança social na velhice ou quando perder o emprego”, afirma o relatório.

“Poucos chefes de família da classe média na América Latina têm diploma universitário, e muitos são trabalhadores informais e correm o risco de cair na pobreza se perderem o emprego ou ficarem doentes.”

No Brasil, 52% dos trabalhadores da classe média não pagam contribuições previdenciárias, segundo números de 2006 divulgados no relatório. No Chile, esse número atinge 39% e, na Bolívia, 95%.

As taxas de cobertura social de trabalhadores informais da classe média “são extremamente limitadas” e se situam abaixo de 15% em países como Brasil, México e Chile.

Proteção social

A OCDE alerta que os governos latino-americanos devem agir para que as classes médias não caiam na precariedade e recomenda três medidas: a ampliação da proteção social, o estímulo da mobilidade social por meio da educação e a melhoria da qualidade de serviços públicos, como a educação e a saúde.

A organização afirma que existe, em princípio, uma relação direta entre uma classe média relativamente grande e próspera e o crescimento econômico a longo prazo, maior igualdade social e redução da pobreza.

“No entanto, o alto nível de emprego informal, a baixa cobertura dos programas de proteção social e os recursos fiscais limitados para melhorar os serviços públicos podem anular esses benefícios potenciais na América Latina”, diz a OCDE.

Para a organização, se a classe média possui renda precária e emprego instável, não será possível contar com o consumo dessa faixa da população para estimular o desenvolvimento econômico, e seu crescimento não pode ser considerado como sinal de progresso social. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Parcela financiada de imóveis sobe para 62% do total

Fonte: TATIANA RESENDE – Folha Online

As facilidades de acesso ao crédito e o maior interesse dos bancos no mercado imobiliário vêm elevando a parcela financiada da moradia e estão antecipando o sonho da casa própria para muitas famílias.

O percentual atingiu 62% na média do país, no acumulado deste ano até outubro, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), que engloba todos os empréstimos feitos pelos bancos com recursos da caderneta.

Em 2009, havia ficado em 61,1%, patamar bem acima do contabilizado um ano antes (58,6%). Os números registrados em 2004 (46,8%) e em 2005 (47,8%) mostram que os clientes davam mais da metade do valor da compra logo na entrada.

“Isso inviabilizava o acesso das famílias ao crédito habitacional”, diz Jorge Hereda, vice-presidente de governo da Caixa Econômica Federal, principal agente financiador de habitação no país.

O percentual médio emprestado atualmente, no entanto, ainda está bem abaixo do limite oferecido em cada banco, que chega a 90% nas duas instituições financeiras públicas (ver quadro acima).

Na opinião de Hereda e do presidente da Abecip, Luiz Antônio França, a média de financiamento poderia subir para 80% do valor do imóvel sem trazer risco ao sistema.

“Ainda há margem para aumentar de forma sustentável. Uma das lições da crise econômica é manter em até 80%”, afirma o executivo.

“Uma pessoa que dá 20% de entrada no imóvel vai estar preocupada em honrar essa prestação”, completa o vice-presidente da Caixa. Para ele, é preciso observar, ao avaliar o sistema, como está sendo feita a análise de risco do cliente.

“Lá fora se terceirizou isso de uma maneira irresponsável, com condições de financiamento que levaram ao que aconteceu”, diz, referindo-se principalmente ao mercado norte-americano.

CONFIANÇA

No Brasil, o percentual emprestado para a compra do imóvel vem aumentando devido à entrada, nesse mercado, de famílias de menor renda, que têm mais dificuldade em poupar, mas também de parte da população que está mais confiante em contratar um financiamento de longo prazo.

“Até pouco tempo atrás, havia muito receio, então eles preferiam esperar um pouco mais. Agora há mais confiança no ambiente de crescimento econômico”, destaca Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Os números comprovam a expansão em ritmo acelerado. Entre janeiro e outubro deste ano, os financiamentos com recursos da poupança somaram R$ 44,9 bilhões, 69% a mais do que no mesmo período de 2009 e mais do que o dobro do valor contabilizado em todo o ano de 2007.

Segundo Ana Maria, o Brasil está crescendo “com base na compra de famílias que querem um imóvel para morar”, em contraponto à menor participação de investidores.

Esse é o caso da contadora Eliete Pacheco, 40, que assinou em outubro o financiamento habitacional de 60% do valor do imóvel. Para conseguir ter a casa própria, ela conta que nunca fez uma grande viagem de férias, não comprou carro e poupou tudo o que podia para a entrada. “A gente sabe que pagar aluguel não tem retorno. Aqui sei que vai ser meu.”