Preço da cesta básica sobe nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese

Maiores altas ocorreram em Manaus, Fortaleza, Vitória e Brasília; São Paulo ainda tem a cesta mais cara.

 Fonte:Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

SÃO PAULO – A menos de uma semana para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informa que o preço da cesta básica aumentou em novembro em todas as 17 capitais do País em que é feito o levantamento dos preços dos produtos alimentícios básicos. Em outubro, o Dieese havia registrado aumento em 16 das 17 capitais pesquisadas.

De acordo com a pesquisa, os aumentos foram muito expressivos nas cidades de Manaus (9,28%), Fortaleza (8,03%), Vitória (6,70%) e Brasília (5,57%). As menores variações foram anotadas em Porto Alegre (1,04%), Belém (2,02%), Natal (2,42%) e Salvador (2,66%).

Para os técnicos do Dieese, ainda que em sete localidades as elevações para o custo da cesta tenham superado a de São Paulo (4,26%), a capital paulista continuou a registrar o maior valor para os produtos básicos (R$ 264,61), com um valor bem acima do apurado para Manaus (R$ 250,56). O terceiro maior custo ocorreu em Porto Alegre (R$ 249,78). Os menores valores foram anotados em Aracaju (R$ 179,78) e João Pessoa (R$ 193,49), as duas únicas capitais onde o preço ficou abaixo dos R$ 200,00

Mínimo de R$ 2.222,99

Tomando como base o preço da cesta básica na cidade de São Paulo, de R$ 264,61 – valor mais alto entre as 17 capitais pesquisadas – o Dieese estima que o valor do salário mínimo em novembro deveria ter sido de R$ 2.222,99. O valor estimado para o mínimo considera a determinação constitucional, que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O salário mínimo considerado o ideal para atender as necessidades básicas de um trabalhador e sua família corresponde a 4,35 vezes o mínimo vigente de R$ 510,00. Em outubro, o mínimo era estimado em R$ 2.132,09, ou 4,18 vezes o piso em vigor. Já em novembro de 2009, o mínimo necessário ficava em R$ 2.139,06, o que representava 4,60 vezes o piso de então (R$ 465,00).

98 horas de trabalho

A forte alta no custo da cesta básica em novembro fez crescer também o total de horas que o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir para adquirir a cesta básica.

Em novembro, a jornada necessária chegou a 98 horas e 12 minutos na média das 17 capitais pesquisadas, enquanto em outubro eram necessárias 94 horas e 11 minutos. Em novembro de 2009, o tempo de trabalho necessário correspondia a 98 horas e 58 minutos.

O mesmo comportamento é detectado quando se leva em consideração o porcentual do salário mínimo líquido comprometido com a aquisição dos produtos básicos. Em novembro, 48,52% do valor líquido recebido pelo trabalhador era destinado à compra da mesma cesta que, em outubro, demandava 46,53% de seus vencimentos. Em comparação com novembro de 2009, o porcentual comprometido atualmente ainda é levemente menor, já que a compra da cesta demandava 48,89% do rendimento líquido.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: