Consumo de importados deve crescer mais de 10% neste Natal

Com desvalorização do dólar, tendência é de brasileiros consumirem mais produtos estrangeiros e a preços menores

Fonte:Tatiana Vaz, de EXAME.com

São Paulo – Como todos os anos, panetones, vinhos, castanhas, além de outras muitas guloseimas, são itens com lugar garantido nas gôndolas de supermercados – e carrinhos dos consumidores – na época de Natal. Neste ano, a diferença é que boa parte desses produtos será trazida de fora do país pelas empresas.

A explicação é simples: além do real estar valorizado frente ao dólar, o brasileiro também está com mais dinheiro no bolso para gastar com a família na data. Em vez de frango com uma cervejinha, a aposta na ceia natalina será bacalhau e uísque ou vinho, segundo as expectativas do setor.

“Neste ano, há um otimismo adicional por conta do bom desempenho da economia e também devido à ascensão das classes D e E ao mercado de consumo”, afirma Tiaraju Pires, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). “Nada mais natural que a mesa seja mais farta em 2010.”

Para se preparar para o aumento da demanda por importados, os supermercadistas brasileiros encomendaram 12,1% a mais de importados em geral (azeites, azeitonas, queijos, embutidos, entre outros), 11,1% a mais de frutas especiais importadas e 7,5% a mais de vinhos importados, de acordo com a Abras.

Natal dos importados

Representante de 20 marcas, entre elas a de chocolates Lindt, pimenta Tabasco e tequila José Cuervo, a importadora Aurora aumentou os pedidos de produtos sazonais em 10% e, o grupo como um todo, espera obter vendas 20% maiores este ano. As vendas da importadora são, em grande parte, focadas nas grandes redes de varejo do país, como Pão de Açúcar e Carrefour.

“No atual cenário, fica mais barato e mais promissor importarmos mais, já que os consumidores estão dispostos a pagar mais por itens de melhor qualidade”, afirma Débora Navarro, gerente de marketing da divisão de alimentos da Aurora.

No Walmart, o volume de bacalhau importado será 80% maior, graças a um acordo da rede com o Conselho Norueguês de Pesca. O produto – 1 milhão de quilos no total – será trazido por um preço 15% menor em relação ao ano passado, e parte do volume será ofertado pela companhia também sob sua marca própria.

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