Ceia de Natal fica 12,15% mais cara neste ano, diz FGV

Fonte: Folha.com

A ceia de Natal custará 12,15% a mais para os brasileiros neste ano, aponta levantamento da FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgado nesta quinta-feira.

A pesquisa compara preços de 17 itens tradicionais na cerimônia com os valores registrados no ano passado. A inflação medida pelo item alimentação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) foi de 7,73% no mesmo período.

As carnes dão a maior contribuição para o aumento. O lombinho suíno registrou alta de 14,99% no período, o frango 10,21% e o pernil suíno 9,71%. As frutas subiram 10,90% e o vinho 6,39%.

                                          Raquel Guedes/Folhapress

xO bacalhau vai pesar menos nas compras de Natal neste ano. O item recuou 4,15% mesmo depois de ter caído 16,62% no ano passado. A batata-inglesa, o frango especial inteiro e a cebola também registraram recuo no preço.

O levantamento para este ano mostra maior pressão nos preços em relação a 2009. No Natal passado os itens da ceia pesquisados haviam registrado avanço médio de 5,83%

A variação do item alimentação do IPC-M havia subido 3,26% no período. Os produtos com as maiores variações neste ano tiveram recuo no Natal passado. As maiores altas foram registradas na batata inglesa e na cebola.

Preço da cesta básica sobe nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese

Maiores altas ocorreram em Manaus, Fortaleza, Vitória e Brasília; São Paulo ainda tem a cesta mais cara.

 Fonte:Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

SÃO PAULO – A menos de uma semana para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informa que o preço da cesta básica aumentou em novembro em todas as 17 capitais do País em que é feito o levantamento dos preços dos produtos alimentícios básicos. Em outubro, o Dieese havia registrado aumento em 16 das 17 capitais pesquisadas.

De acordo com a pesquisa, os aumentos foram muito expressivos nas cidades de Manaus (9,28%), Fortaleza (8,03%), Vitória (6,70%) e Brasília (5,57%). As menores variações foram anotadas em Porto Alegre (1,04%), Belém (2,02%), Natal (2,42%) e Salvador (2,66%).

Para os técnicos do Dieese, ainda que em sete localidades as elevações para o custo da cesta tenham superado a de São Paulo (4,26%), a capital paulista continuou a registrar o maior valor para os produtos básicos (R$ 264,61), com um valor bem acima do apurado para Manaus (R$ 250,56). O terceiro maior custo ocorreu em Porto Alegre (R$ 249,78). Os menores valores foram anotados em Aracaju (R$ 179,78) e João Pessoa (R$ 193,49), as duas únicas capitais onde o preço ficou abaixo dos R$ 200,00

Mínimo de R$ 2.222,99

Tomando como base o preço da cesta básica na cidade de São Paulo, de R$ 264,61 – valor mais alto entre as 17 capitais pesquisadas – o Dieese estima que o valor do salário mínimo em novembro deveria ter sido de R$ 2.222,99. O valor estimado para o mínimo considera a determinação constitucional, que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O salário mínimo considerado o ideal para atender as necessidades básicas de um trabalhador e sua família corresponde a 4,35 vezes o mínimo vigente de R$ 510,00. Em outubro, o mínimo era estimado em R$ 2.132,09, ou 4,18 vezes o piso em vigor. Já em novembro de 2009, o mínimo necessário ficava em R$ 2.139,06, o que representava 4,60 vezes o piso de então (R$ 465,00).

98 horas de trabalho

A forte alta no custo da cesta básica em novembro fez crescer também o total de horas que o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir para adquirir a cesta básica.

Em novembro, a jornada necessária chegou a 98 horas e 12 minutos na média das 17 capitais pesquisadas, enquanto em outubro eram necessárias 94 horas e 11 minutos. Em novembro de 2009, o tempo de trabalho necessário correspondia a 98 horas e 58 minutos.

O mesmo comportamento é detectado quando se leva em consideração o porcentual do salário mínimo líquido comprometido com a aquisição dos produtos básicos. Em novembro, 48,52% do valor líquido recebido pelo trabalhador era destinado à compra da mesma cesta que, em outubro, demandava 46,53% de seus vencimentos. Em comparação com novembro de 2009, o porcentual comprometido atualmente ainda é levemente menor, já que a compra da cesta demandava 48,89% do rendimento líquido.

Dornelles defende excluir União ao dividir royalties

A proposta, que chegou a ser discutida no primeiro semestre, mas acabou sendo engavetada, prevê a elevação da alíquota dos royalties de 10% para 15%.

Fonte:   – Revista Exame

Felipe Dana/Divulgação/EXAME

A expectativa é que o presidente vete o artigo 64, que fixa as novas regras de rateio dos royalties.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) quer retomar a discussão de uma proposta feita por ele e pelo senador e governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que fixa uma fórmula alternativa de divisão dos royalties do petróleo. A proposta, que chegou a ser discutida no primeiro semestre, mas acabou sendo engavetada, prevê a elevação da alíquota dos royalties de 10% para 15% e a divisão dos recursos somente entre Estados e municípios, deixando a União de fora.

Pelo mecanismo definido por Dornelles e Casagrande, os Estados e municípios produtores ficariam com dois terços das receitas obtidas (10 pontos porcentuais da nova alíquota) e o restante (os 5 pontos porcentuais extras) seria repartido entre os demais Estados e municípios que não produzem petróleo nem são afetados pela produção da commodity.

“No momento devido eu quero discutir essa questão com o senador Romero Jucá (líder do governo no Senado)”, disse Dornelles. A expectativa dele é que o debate sobre os royalties seja retomado pelo Congresso no início de 2011. O senador fluminense espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o mecanismo de divisão dos royalties aprovado pela Câmara no final da noite de ontem.
A votação encerrou a tramitação dos projetos de lei que formam o novo marco regulatório da exploração de petróleo no País. O texto que define o modelo de partilha, cria o Fundo Social e estabelece as novas regras de divisão dos royalties será enviado ao presidente Lula que poderá vetar trechos do projeto.

A expectativa é que o presidente vete o artigo 64, que fixa as novas regras de rateio dos royalties. Se isso for feito, a divisão da receita obtida com essa compensação financeira seguirá as regras vigentes, até que o governo encaminhe uma nova proposta ao Congresso sobre o tema.

Retroatividade

Para Dornelles, a bancada parlamentar do Rio de Janeiro está disposta a discutir uma nova fórmula de divisão dos recursos obtidos com a compensação financeira que as empresas que exploram petróleo devem pagar ao Estado. Para que essa negociação aconteça é preciso garantir que o novo mecanismo não será retroativo, ou seja, valerá apenas para os campos do pré-sal que ainda não foram licitados.

A proposta aprovada ontem no plenário da Câmara estabelece que o novo rateio dos royalties valerá para toda a produção na costa brasileira, incluindo, portanto, campos do pré-sal já licitados e outras áreas que seguem as regras do modelo de concessão, que será substituído pela partilha de produção.

Médicos credenciados elegem piores planos de saúde

Mais de 90% dos 2.184 entrevistados em todo o País disseram sofrer interferência das operadoras em sua autonomia profissional.

Fonte:  – Revista Exame

Divulgação/EXAME.com

Amil é uma das operadoras que mais interfere na autonomia do médico

São Paulo – Pesquisa divulgada ontem revela quais são os piores planos de saúde na opinião dos médicos credenciados. Mais de 90% dos 2.184 entrevistados em todo o País disseram sofrer interferência das operadoras em sua autonomia profissional.

Para esses médicos, os principais problemas são a recusa de pagamento de consultas e procedimentos realizados (78%), pressão para reduzir o número de exames (75%) e restrições a doenças pré-existentes (70%).

Citada em todas as sete categorias, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) se destacou como a operadora que mais interfere na autonomia do médico.

A Amil, mencionada em cinco aspectos, é a segunda marca com maior presença. Bradesco Saúde é lembrado entre os planos que mais interferem em período de internação pré-operatório, restrições para doenças pré-existentes e atos diagnósticos e terapêuticos mediante a designação de auditores. Já a Sul América está na primeira posição em recusa de pagamento de procedimentos, ao lado de Cassi e Amil.

Tendo como referência uma escala de 0 a 10, os médicos atribuíram, em média, nota 5 para as operadoras. O levantamento foi feito pelo Datafolha a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Foram entrevistados médicos que tenham trabalhado com, no mínimo, três planos ou seguros saúde nos últimos cinco anos. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais para mais ou para menos.

Os resultados são similares aos de uma pesquisa feita no Estado de São Paulo e divulgada pela APM em setembro. “Até as operadoras citadas são as mesmas. Parece haver uma conduta generalizada de algumas empresas”, afirma Jorge Curi, presidente da entidade.

Para ele, os dados revelados na pesquisa e a mobilização de diversas especialidades médicas para reivindicar reajustes na remuneração paga aos médicos são sinais de que o sistema de saúde suplementar está entrando em colapso.

Respostas

A Sul America diz que participa dos debates liderados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) sobre os modelos de remuneração dos prestadores de serviços. A Cassi diz estar surpresa com os resultados, pois, segundo relatório da ANS, os valores pagos por ela aos médicos estão alinhados com a média de mercado.

Ressalta ainda que pesquisa realizada com usuários apontou 88% de satisfação. A Amil diz oferecer os melhores recursos na gestão da saúde de seus beneficiários e cumprir as determinações da ANS. Procurado, Bradesco Saúde não se manifestou.

Consumo de importados deve crescer mais de 10% neste Natal

Com desvalorização do dólar, tendência é de brasileiros consumirem mais produtos estrangeiros e a preços menores

Fonte:Tatiana Vaz, de EXAME.com

São Paulo – Como todos os anos, panetones, vinhos, castanhas, além de outras muitas guloseimas, são itens com lugar garantido nas gôndolas de supermercados – e carrinhos dos consumidores – na época de Natal. Neste ano, a diferença é que boa parte desses produtos será trazida de fora do país pelas empresas.

A explicação é simples: além do real estar valorizado frente ao dólar, o brasileiro também está com mais dinheiro no bolso para gastar com a família na data. Em vez de frango com uma cervejinha, a aposta na ceia natalina será bacalhau e uísque ou vinho, segundo as expectativas do setor.

“Neste ano, há um otimismo adicional por conta do bom desempenho da economia e também devido à ascensão das classes D e E ao mercado de consumo”, afirma Tiaraju Pires, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). “Nada mais natural que a mesa seja mais farta em 2010.”

Para se preparar para o aumento da demanda por importados, os supermercadistas brasileiros encomendaram 12,1% a mais de importados em geral (azeites, azeitonas, queijos, embutidos, entre outros), 11,1% a mais de frutas especiais importadas e 7,5% a mais de vinhos importados, de acordo com a Abras.

Natal dos importados

Representante de 20 marcas, entre elas a de chocolates Lindt, pimenta Tabasco e tequila José Cuervo, a importadora Aurora aumentou os pedidos de produtos sazonais em 10% e, o grupo como um todo, espera obter vendas 20% maiores este ano. As vendas da importadora são, em grande parte, focadas nas grandes redes de varejo do país, como Pão de Açúcar e Carrefour.

“No atual cenário, fica mais barato e mais promissor importarmos mais, já que os consumidores estão dispostos a pagar mais por itens de melhor qualidade”, afirma Débora Navarro, gerente de marketing da divisão de alimentos da Aurora.

No Walmart, o volume de bacalhau importado será 80% maior, graças a um acordo da rede com o Conselho Norueguês de Pesca. O produto – 1 milhão de quilos no total – será trazido por um preço 15% menor em relação ao ano passado, e parte do volume será ofertado pela companhia também sob sua marca própria.