Ibovespa fecha negócios com queda de 0,47% e marca 67.908 pontos

Fonte: Beatriz Cutait | Valor Oline

SÃO PAULO – Uma nova onda de pessimismo com o cenário internacional levou o mercado acionário brasileiro a consolidar o terceiro pregão de baixa e o Ibovespa a voltar para a linha dos 67 mil pontos, ainda que as perdas tenham sido reduzidas ao fim do dia.

Dados preliminares mostram que, com mínima de 67.102 pontos e máxima de 68.421 pontos, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve desvalorização de 0,47%, aos 67.908 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,184 bilhões. No acumulado de novembro, o índice já perde 3,91%, a maior queda desde maio (-6,64%).

Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PN caiu hoje 0,04%, a R$ 48,50; Petrobras PN subiu 0,40%, a R$ 24,70; Itaú Unibanco PN se depreciou em 1,24%, a R$ 39,60; BM&FBovespa ON teve baixa de 1,09%, para R$ 13,52; e OGX Petróleo ON perdeu 1,36%, a R$ 20,18.

Em Wall Street, as bolsas seguem abertas. Minutos atrás, o índice Dow Jones registrava queda de 0,37%, enquanto o Nasdaq recuava 0,43% e o S&P 500 tinha baixa de 0,17%.

Empréstimos bancários chegam a R$ 1,6 tri em outubro

Volume de crédito chegou a 47,2% do PIB nacional.

Fonte: Revista Exame / Kelly Oliveira, da AGÊNCIA BRASIL

Beatriz Albuquerque/ Claudia

Banco Central elogiou o montante de crédito, que aumentou a demanda por investimento.

Brasília – O saldo de empréstimos bancários chegou a R$ 1,645 trilhão, em outubro, segundo informou hoje (29) o Banco Central (BC). Esse volume representou 47,2% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), ante 46,7% de setembro. Em outubro de 2009, esse percentual estava em 44,6%.

Segundo relatório do BC, “as operações de crédito do sistema financeiro prosseguiram apresentando desempenho condizente com o dinamismo da atividade econômica, intensificado pelo aquecimento sazonal [característico de um período] dos negócios associados às vendas de fim de ano e pela trajetória positiva dos indicadores de renda e emprego, com impactos favoráveis nas expectativas de empresários e consumidores”.

O BC diz ainda que “esse ambiente tem favorecido tanto a demanda por investimento e por capital de giro das empresas, quanto a sustentação do consumo de bens duráveis por parte das famílias, especialmente no que diz respeito às aquisições de veículos”.

Lançamento do iPad fica para o dia 3; Rio e SP terão lojas abertas à meia-noite

Preços vão variar de R$ 1.699 a R$ 2.599, dependendo da versão do aparelho.

Fonte: Célio Yano, de EXAME.com

Justin Sullivan/Getty Images

Tablet chega ao mercado brasileiro oito meses depois do lançamento nos Estados Unidos.

São Paulo – A Apple anunciou nesta segunda-feira (29) oficialmente a data de lançamento do iPad no Brasil. As vendas começarão nesta sexta-feira (3) na loja virtual da empresa e em revendas autorizadas. Embora tanto os modelos Wi-Fi quanto as versões Wi-Fi + 3G estreiem ao mesmo tempo, por enquanto não haverá vendas em lojas de operadoras de telefonia, que ficarão responsáveis apenas por fornecer aos consumidores os chips para utilização de planos de internet móvel.

Até esta segunda-feira, duas lojas confirmaram que estarão de portas abertas na virada do dia 2 para o dia 3 para o início das vendas à meia-noite. Em São Paulo, participará da ação a Fnac do Shopping Morumbi. A iTown do BarraShopping garantirá o comércio do iPad no primeiro minuto da sexta-feira para o Rio de Janeiro. Segundo a Apple, qualquer outra revenda autorizada também poderá seguir a estratégia de vendas se quiser.

Na semana passada, fontes próximas ao assunto haviam afirmado a EXAME.com que as vendas do iPad começariam no dia 2, mas oficialmente a Apple ainda não havia confirmado a informação.

Os preços sugeridos para o varejo serão de R$ 1.649, R$ 1.899 e R$ 2.199 para as versões Wi-Fi de 16GB, 32GB e 64GB; e de R$ 2.049, R$ 2.229 e R$ 2.599 para os modelos Wi-Fi + 3G com as mesmas capacidades. Pela loja virtual da Apple o iPad poderá ser parcelado em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito.

A lista completa de lojas que venderá o iPad a partir do dia 3 de dezembro pode ser consultada no site da Apple. A empresa não divulga quantas unidades serão colocadas no mercado nacional neste primeiro momento.

Sucesso no mundo

Lançado no início de abril nos Estados Unidos, o iPad é fenômeno de vendas nos países em que já está disponível. Somente em território americano, foram mais de um milhão de unidades vendidas em apenas 28 dias. Por conta da alta demanda, a Foxconn, empresa chinesa contratada pela Apple para fabricar o iPad, pretende acrescentar até novas 50 linhas de produção para atender a demanda pelo tablet em 2011, de acordo com o site DigiTimes.

Atualmente, a montadora tem capacidade para produzir 2,5 milhões de iPads por mês. Com a ampliação, a Foxconn deve aumentar a produção para 3,3 milhões de unidades por mês, o que eleva a produção anual para 40 milhões de aparelhos.

Revelações do WikiLeaks criam ’11 de setembro diplomático’

Jornal espanhol El País classificou as publicações como “o maior vazamento da história”

Fonte:   agência Internacional

Dan Kitwood/Getty Images

Assange, do WikiLeaks: EUA teriam dado ordens para recolher inteligência humana nacional.

Antes de tudo O QUE É Wikileaaks ?

WikiLeaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu site, posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis.

Paris – Os segredos da diplomacia americana, da espionagem dentro da ONU e dos principais dirigentes do mundo, foram revelados neste domingo pela publicação através do site Wikileaks de 250.000 documentos que ameaçam provocar uma crise diplomática mundial.

O WikiLeaks divulgou por meio de cinco jornais de referência mundial “250.000 documentos que desnudam a visão que os Estados Unidos têm do mundo”, afirma uma destas publicações, o britânico The Guardian.

“O maior vazamento da história”, como classifica nesta segunda-feira o jornal espanhol El País, as mais de 251.000 notas diplomáticas que, entre 2004 e 2010, foram trocadas entre o Departamento de Estado e inúmeras embaixadas, e que começaram a ser publicadas no domingo pelas versões eletrônicas do New York Times (Estados Unidos), Le Monde (França), El País (Espanha), The Guardian (Grã-Bretanha) e Der Spiegel (Alemanha).

Os documentos foram analisados por 120 jornalistas das cinco publicações, que consideraram que sua “missão era colocá-los à disposição dos leitores”.

As postagens do Wikileaks indicam que os Estados Unidos ordenaram a seus diplomatas que atuassem mais ativamente no recolhimento de informações e realizassem tarefas de espionagem e também revelam as opiniões americanas sobre os líderes estrangeiros, além dos pedidos da Arábia Saudita para que o Irã fosse atacado por causa de seu programa nuclear.

Os documentos afirmam que os funcionários do Departamento de Estado tinham ordem de obter informações pessoais de altos funcionários da ONU e figuras-chaves de países em todo o mundo.

Os textos se referem a tarefas tradicionalmente reservadas à Agência Central de Inteligência (CIA) e outras agências de espionagem, que foram transmitidos a embaixadas americanas na África, Oriente Médio, Europa Oriental, América Latina e a missão de Washington ante a ONU.

Um dos documentos, por exemplo, enviado aos diplomatas em nome da secretária de Estado Hillary Clinton, em julho de 2009, ordena que sejam obtidos detalhes técnicos dos sistemas de comunicação dos principais funcionários da ONU, indica The Guardian.

Isso inclui palavras-chave e códigos de encriptação pessoais utilizados em redes comerciais e privadas para comunicações oficiais.

O New York Times indica que um documento assinado por Hillary pede a seus funcionários na ONU que obtenham “informação biográfica e biométrica dos principais diplomatas a Coreia do Norte”.

The Guardian acrescenta que a ordem também visava ao recolhimento de dados do secretário-geral Ban Ki-moon, em especial sobre “seu estilo de gerenciamento e tomada de decisões, além de sua influência sobre o secretariado”.

Washington também pede os números dos cartões de crédito, endereços eletrônicos, números de telefone, fax e, inclusive, as contas de passagens aéreas dos altos funcionários das Nações Unidas.

A ordem secreta para obter “inteligência humana nacional” foi enviada às missões dos Estados Unidos na ONU, Viena, Roma e 33 embaixadas e consulados.

As Nações Unidas anunciaram horas depois, em um comunicado, que “não se encontram em posição de comentar sobre a autenticidade dos documentos”.

De qualquer maneira, disse confiar que os Estados membros respeitem a imunidade garantida à organização mundial.

Entre outros temas delicados, os documentos vazados pelo Wikileaks revelam, por exemplo, que o rei Abdullah da Arábia Saudita teria pedido aos Estados Unidos que ataquem o Irã para destruir o programa nuclear iraniano.

O monarca saudita teria solicitado que os Estados Unidos “cortassem a cabeça da serpente” e afirmou que trabalhar com Washington para contrabalançar a influência iraniana no Iraque era “uma prioridade estratégica para o rei e seu governo”.

Segundo outro documento, Israel teria pressionado os Estados Unidos a adotar uma posição mais firme com relação ao Irã em dezembro de 2009, ao afirmar que a estratégia americana de negociação com Teerã “não funcionava”.

As revelações também dizem respeito ao que os Estados Unidos pensariam dos principais líderes mundiais. O chefe de Estado italiano, Silvio Berlusconi, por exemplo, é considerado irresponsável, e suas colega alemã, a chanceler Angela Merkel, “pouco adepta dos riscos e raramente criativa”.

Outros funcionários descrevem o presidente francês Nicolas Sarkozy como “suscetível autoritário” e afirmam que o presidente afegão Hamid Karzai é “extremamente fraco”.

As suspeitas sobre uma possível presença da Al-Qaeda na “tríplice fronteira” entre Brasil, Paraguai e Argentina, a decisão de isolar o presidente venezuelano Hugo Chávez e as “suspeitas” em Washington a respeito da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, são os primeiros assuntos sobre a América Latina revelados por estas notas diplomáticas.

Segundo o The Guardian, Washington pediu em 2008 a seus diplomatas que investigassem a possível presença da Al-Qaeda e de outros “grupos terroristas” islamitas na “tríplice fronteira”. A região tem muitos imigrantes de países árabes e é cenário de uma arrecadação de fundos para organizações como o Hezbollah libanês ou o Hamas palestino, e está na mira desde o atentado de 1994 contra a mutual judaica AMIA de Buenos Aires (85 mortos).

O jornal El País revela os esforços americanos para “isolar” Chávez, sobre quem um conselheiro diplomático do presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que “está louco”.

Hillary Clinton chega a solicitar informações sobre a saúde mental da presidente argentina, que desperta “suspeitas” e, Washington, indicam as notas.

Numa primeira reação, a Casa Branca condenou “nos termos mais fortes a publicação irresponsável e perigosa” desses documentos, afirmando que a iniciativa do WikiLeaks poderá fazer com que muitas pessoas corram riscos mortais.

“Que isto fique claro: tais revelações fazem nossos diplomatas correrem riscos”, afirmou o porta-voz do presidente Barack Obama, Robert Gibbs.

Além disso, Londres, Paris, Berlim, Bruxelas e Roma condenaram a publicação “irresponsável e perigosa desses documentos”, que, segundo Le Monde e The Guardian “estão desatando uma crise diplomática mundial”, cujo impacto foi resumido pelo chanceler italiano, Franco Frattini: “É um 11 de setembro para a diplomacia mundial”.

Só 17,5% dos donos de celular são da classe A/B

Consumidores de baixa renda já são maioria até mesmo nos planos pós-pagos

Fonte: Renato Cruz – Estadão Versao Impressa

A telefonia celular, vista como elitista no seu lançamento no País, há 20 anos, tornou-se o serviço de telecomunicações preferido dos consumidores de baixa renda. Somente 17,5% dos usuários de celular são das classes A e B, segundo o Data Popular. 

Mesmo nos planos pós-pagos, que as operadoras costumam apontar como os que concentram os clientes de renda mais alta, as classes C, D e E são maioria, com 59,7%. “As operadoras não sabem direito qual é o perfil do cliente”, disse Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. “Normalmente, elas sabem somente se ele usa muito ou pouco o serviço.”

Tanto Ferreira quanto Valéria usam o celular para falar e para mandar mensagens de texto. Eles não acessam a internet no telefone móvel.

 Um grande desafio das operadoras é vender serviços de dados para esse público, principalmente acesso à internet. E o problema está mais na divulgação do serviço e na formatação dos pacotes do que na renda. Quarenta e oito por cento dos usuários das classes C, D e E gastam mais de R$ 100 por mês no celular e 73% gastam entre R$ 40 e R$ 100.

Existe, no entanto, uma confusão muito grande sobre o que seja acesso à internet no celular. Segundo Meirelles, do Data Popular, existem consumidores que falam que acessam a rede no telefone móvel, quando, na verdade, usam serviços em que enviam um torpedo para receber música ou outros conteúdos, o que não tem nada a ver com internet.

Mesmo sem levar em conta a classe social, o desconhecimento sobre os termos usados pelas operadoras é bastante grande. Cinquenta e seis por cento dos brasileiros, segundo a empresa de pesquisas, não fazem a menor ideia do que seja 3G (celular de terceira geração) e 62% não sabem o que é smartphone (celular inteligente, em que o consumidor pode acessar a internet e baixar aplicativos).

“O serviço de dados é visto pelo consumidor como um comedor de créditos”, disse o sócio-diretor do Data Popular..

Patrícia Kastrup, diretora de marketing da Claro, afirmou que o cliente não chega na loja querendo um smartphone. “Ele quer um telefone com teclado, com email e acesso às redes sociais”, disse.

Flávia Bittencourt, diretora de marketing da Oi, disse que o consumidor muitas vezes pensa que o smartphone é o aparelho que não tem teclado.

Ela ressaltou que as classes C, D e E são cada vez mais relevantes. “A parte difícil é explicar os novos serviços para o cliente”, reconheceu.

Crescimento. Em outubro, o total de celulares no País alcançou 194,4 milhões, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O número de telefones móveis ultrapassou o de pessoas, chegando a uma densidade de 100,44 acessos por 100 habitantes. Do total, 82,2% são pré-pagos.

Esse número não é o total de aparelhos, mas o de chips. Inclui os minimodems de acesso à internet, as máquinas leitoras de cartões de crédito e débito e os rastreadores de veículos.

Segundo o Data Popular, 55% dos consumidores das classes A e B possuem mais de um chip. de celular O mesmo acontece com 45% da classe C e 30% das classes D e E.

O celular da classe C

Fonte: Renato Cruz – Estadão.com

A telefonia celular, vista como elitista no seu lançamento no País, há 20 anos, tornou-se o serviço de telecomunicações preferido dos consumidores de baixa renda. Somente 17,5% dos usuários de celular são das classes A e B, segundo o Data Popular.

Mesmo nos planos pós-pagos, que as operadoras costumam apontar como os que concentram os clientes de renda mais alta, as classes C, D e E são maioria, com 59,7%. “As operadoras não sabem direito qual é o perfil do cliente”, disse Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. “Normalmente, elas sabem somente se ele usa muito ou pouco o serviço.”

O bancário Claudio Vicente Ferreira, de 31 anos, tem um plano pós-pago da Oi. A mensalidade seria de R$ 40, com direito a 60 minutos. Mas ele conseguiu um desconto e o plano sai por R$ 18,90 mensais. “Eu nunca pago só isso”, disse. “Sempre ultrapasso e minha conta é de R$ 40 a R$ 50.” Pelos critérios usados pelo Data Popular, ele é um consumidor de classe C.

“Eu tinha um pré-pago, mas, como uso bastante, não compensava”, afirmou Ferreira. Ele contou que, quando tinha o pré-pago, participava de uma promoção em que carregava R$ 15 e ganhava o triplo do crédito em bônus. Quando essa promoção venceu, ele resolveu migrar para o pós.

A analista de cobrança Valéria Augusto Silva, de 20 anos, tem um plano controle da Vivo de R$ 35. Esse tipo de plano é híbrido. O cliente paga uma mensalidade e, se usar sua franquia de minutos antes do fim do mês, o aparelho deixa de fazer chamadas. Para voltar a falar, é preciso carregar com créditos como um pré-pago. Esses celulares são classificados como pós-pagos pelas operadoras.

“Dificilmente eu carrego meu celular com créditos”, afirmou Valéria. “Dá para controlar bem. O plano dura o mês inteiro.” Roger Solé, diretor de marketing da TIM, afirmou que, no geral, o pré-pago é visto como mais vantajoso pelo cliente que está começando a usar o celular. Depois, existe uma tendência de migração. “Existe um sonho de consumo de ser pós-pago, para não ficar sem falar”, disse Solé.

Tanto Ferreira quanto Valéria usam o celular para falar e para mandar mensagens de texto. Eles não acessam a internet no telefone móvel.

Um grande desafio das operadoras é vender serviços de dados para esse público, principalmente acesso à internet. E o problema está mais na divulgação do serviço e na formatação dos pacotes do que na renda. Quarenta e oito por cento dos que gastam mais de R$ 100 e 73% dos que gastam entre R$ 40 e R$ 100 são das classes C, D e E.

Existe, no entanto, uma confusão muito grande sobre o que seja acesso à internet no celular. Segundo Meirelles, do Data Popular, existem consumidores que falam que acessam a rede no telefone móvel, quando, na verdade, usam serviços em que enviam um torpedo para receber música ou outros conteúdos, o que não tem nada a ver com internet.

Mesmo sem levar em conta a classe social, o desconhecimento sobre os termos usados pelas operadoras é bastante grande. Cinquenta e seis por cento dos brasileiros, segundo a empresa de pesquisas, não fazem a menor ideia do que seja 3G (celular de terceira geração) e 62% não sabem o que é smartphone (celular inteligente, em que o consumidor pode acessar a internet e baixar aplicativos). “O serviço de dados é visto pelo consumidor como um comedor de créditos”, disse o sócio-diretor do Data Popular.

Segmento de albergues se expande no país

Fonte: MAÍRA TEIXEIRA – Folha.com

O setor de albergues da juventude, também conhecidos como “hostels”, tem crescido no Brasil. A estimativa de faturamento do setor no Brasil neste ano é de R$ 35 milhões, diz a FBAJ (Federação Brasileira de Albergues da Juventude).

A rede mundial HI (Hostelling International) faturou 500 milhões libras (R$ 1,33 bilhão) em 2009. Mikael Hansson, presidente da empresa, diz que o Brasil, que tem a maior rede nas Américas, é um dos mercados mais interessantes do mundo.

“Neste ano, temos visto um aumento de 20% no número de pernoites. Os albergues brasileiros oferecem um interessante conjunto de atividades, além de boa qualidade nas acomodações”, afirma Hansson.

Já o setor hoteleiro viu sua taxa de ocupação cair de 65% em 2008 para 63% em 2009, segundo dados do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). No mesmo período, segundo a FBAJ, a ocupação dos albergues subiu 7,6%, passando de 329.721 para 354.791 pernoites.

O número de brasileiros que se hospedaram em albergues subiu 9,7% de 2008 para 2009 -de 84.020 para 92.346. Já o número de estrangeiros aumentou 4,09%, para 50.808.

“Os ‘hostels’ formam uma rede de intercâmbio social que auxilia os ‘jovens de espírito’ a viajar para conhecer pessoas, culturas e lugares”, diz Maria José Giaretta, vice-presidente da FBAJ.

Para Giaretta, o setor deve crescer de 20% a 25% em 2011. “A democratização da passagem aérea está captando as classes C, D e E para viagens e mudando a maneira de planejar do viajante”, argumenta.

“Essa popularização dá uma margem de gasto maior ao alberguista, que sempre teve o costume de planejar sozinho suas viagens”, afirma a especialista.

“No ano passado havia 90 hostels. Vamos fechar 2010 com cem unidades. A expectativa é que o número cresça 50% até 2014, chegando a 150 unidades”, diz Carlos Augusto Silveira Alves, presidente da FBAJ.

ECONOMIA LOCAL

Existem quatro tipologias de “hostels” hoje no Brasil: convencional, design, boutique e rural.

A tipologia das acomodações, assim como os locais onde estão instalados, mexe com o cotidiano da região, aponta Maria José, da FBAJ.

“O mochileiro cria hábitos no turismo. Cria a possibilidade de convivência e está ligado à cultura do lugar aonde ele vai, tudo isso interagindo e fortalecendo a economia local sempre a procura de shows, dança, artesanato, contato com as coisas locais.”

Para a especialista em turismo faltam albergues em cidades paulistas como: Atibaia, Águas de Lindoia, Serra Negra, Campinas e Piracicaba, Itanhaém e Mongaguá. “Outros locais que são muito interessantes são Maceió (AL) e a Chapada dos Guimarães (MT). Esses são locais de forte apelo cultural e turístico. Nas cidades com grandes universidades também têm grande procura.”

“Há uma proposta de albergue-barco em Presidente Figueiredo (AM). O Pantanal já tem uma nova unidade credenciada, assim como Ribeirão Preto, Paranapiacaba e Guaratinguetá”, relata Maria José.