Banco do Brasil inaugura sua primeira agência em uma favela no País

A comunidade escolhida foi Paraisópolis, a segunda maior favela da cidade de São Paulo, com mais de 100 mil moradores

Fonte:  Agencia Estado

SÃO PAULO – O Banco do Brasil inaugurou sua primeira agência bancária em uma favela. A comunidade escolhida foi Paraisópolis, a segunda maior favela da cidade de São Paulo, com mais de 100 mil moradores.

Em nota, o vice-presidente de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável, Robson Rocha, afirma que “essa não é uma ação isolada”, pois o BB pretende inaugurar novas agências nas comunidades de Cidade de Deus, Rocinha e Pantanal, no Rio de Janeiro.

A agência de Paraisópolis foi instalada no prédio da sede da União dos Moradores, conta com cinco funcionários e quatro terminais de autoatendimento, além de dois menores aprendizes recrutados na própria comunidade. A inauguração ocorre no momento em que a favela passa por processo de reurbanização.

O BB também terá um correspondente bancário com cinco profissionais em Paraisópolis, para complementar os serviços bancários oferecidos pela agência, informa comunicado do banco.

Pobreza na América Latina diminui em 2010, avalia Cepal

Fonte: MARINA GUIMARÃES – Agencia Estado

BUENOS AIRES – A vigorosa recuperação econômica da maioria dos países da América Latina vai contribuir para a redução em 2010 da pobreza e da indigência na região, conforme estimativas da Comissão de Estudos Econômicos para América Latina e Caribe (Cepal).

Em seu Panorama Social da América Latina 2010, divulgado hoje pela secretária-executiva do organismo, Alícia Bárcena, a Cepal projeta queda de 1,0 e 0,4 ponto porcentual nos índices de pobreza e indigência, respectivamente, comparados com os números verificados em 2009, quando a região sofria os fortes impactos da crise financeira internacional. As projeções indicam que 180 milhões de latino-americanos (32,1%) permanecerão em situação de pobreza e outros 72 milhões (12,9%) continuarão na indigência, retornando aos níveis registrados em 2008.

O estudo destaca que, apesar das repercussões da crise de 2009 na região, a pobreza aumentou apenas um décimo de ponto porcentual, de 33,0% a 33,1%, naquele ano. Com base no comportamento apresentado pelo fenômeno, a Cepal acredita que a América Latina estaria retomando a tendência de redução da pobreza, iniciada em 2003. “Os países da região mostram uma resistência nas variáveis sociais que não se havia registrado em crises precedentes”, afirmou Bárcena.

De 2008 a 2009, a pobreza baixou de 25,8% para 24,9% no Brasil, de 58,2% para 56% no Paraguai, de 44,3% para 41,1% na República Dominicana e de 14% para 10,7% no Uruguai, ressaltou a Cepal. O relatório também mostrou que essa porcentagem baixou entre 2006 e 2009 na Argentina (de 21% para 11,3%) e no Chile (de 13,7% para 11,5%). Na via oposta, de 2008 a 2009, a pobreza aumentou na Costa Rica (de 16,4% para 18,9%) e Equador (de 39% para 40,2%). No México, a pobreza subiu de 31,7% em 2006 para 34,8% em 2008

Dólar fecha novembro a R$ 1,715, alta de 0,76% no mês

Fonte: SILVANA ROCHA – Agencia Estado

SÃO PAULO – O dólar comercial caiu 0,46% hoje para R$ 1,715, mas fechou novembro com alta de 0,76%. No ano, a moeda americana acumula baixa de 1,61%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista recuou 0,62% hoje e encerrou o pregão a R$ 1,713, com alta acumulada de 0,59% em novembro e queda de 1,72% no ano. O euro comercial teve baixa de 1,02% no dia para R$ 2,234; em novembro, a moeda europeia acumulou queda de 5,62% em relação ao real e no ano, a queda atinge 10,6%.

Um operador de um banco nacional afirmou que, além do vencimento dos contratos de dólar futuro de dezembro na BM&F amanhã, limitou o espaço de alta da moeda norte-americana a perspectiva de continuidade de fluxo cambial favorável em razão dos juros internos elevados e a declaração recente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que, “no momento”, não devem ser anunciadas novas medidas para conter a apreciação do real. “O Banco Central, além de ter reduzido o número de leilões diários para apenas um, vem comprando menos nessas atuações, deixando o fluxo positivo nas mãos dos bancos”, afirmou a fonte.

Por isso, pesou apenas momentaneamente sobre a formação de preço interno da moeda norte-americana a persistência do clima externo negativo. No exterior, o dólar subiu refletindo a busca de proteção pelos investidores porque cresce a cada dia a desconfiança quanto à viabilidade da zona do euro e da moeda única europeia no longo prazo devido a temores relacionados à dívida soberana de países europeus. Hoje, além de Irlanda, Espanha e Portugal, a Itália passou a ser fonte de preocupação. Também incomoda os agentes o movimento das autoridades europeias, por meio do Banco Central Europeu, de emprestar recursos a custos mais baixos aos bancos para compra de títulos de governos europeus, o que eleva a vulnerabilidade do sistema bancário.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar subiu 0,55% hoje e fechou o mês cotado a R$ 1,823 na ponta de venda e a R$ 1,70 para compra, com alta acumulada de 2,01%. No ano, o dólar turismo registra baixa de 1,46%. O euro turismo cedeu 0,66% hoje para R$ 2,397 na venda e R$ 2,237 na compra. O euro turismo acumulou queda de 3,23% em novembro e no ano, -9,20%.