Pré-sal, Copa e Olimpíadas “blindam” economia do Rio

Violência prejudica comércio e turismo da região, mas não impedirá avanço econômico.

Fonte:Luís Artur Nogueira, de EXAME.com 

ARQUIVO/WIKIMEDIA COMMONS

Rio de Janeiro: o contraste entre a beleza do anoitecer e a favela do Vidigal

São Paulo – A onde de violência no Rio de Janeiro tem repercussão internacional e impacto direto na economia da região. Não é fácil mensurar o tamanho do estrago, mas é possível afirmar que o comércio e o turismo são os primeiros setores atingidos.

Uma estimativa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) aponta perdas de R$ 39 milhões por dia com lojas fechadas em 15 regiões castigadas pelos confrontos. O montante representa 11% do faturamento diário do varejo da cidade.

Cálculos para o turismo não são tão simples e objetivos assim. Se houver cancelamentos de quartos em hotéis, o prejuízo poderá ser calculado. Porém, o difícil é mensurar eventuais viagens que deixarão de ser feitas por turistas brasileiros e estrangeiros. O arranhão na imagem do Rio de Janeiro é inequívoco.

Entretanto, a atual escalada da violência urbana em nada altera as projeções econômicas favoráveis para a região. A próxima década será marcada por investimentos em infraestrutura para a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Não faltará dinheiro público e privado – com papel decisivo do BNDES.

Sem falar, é claro, no peso que a indústria do petróleo tem no PIB da região e as perspectivas promissoras que o Pré-sal proporciona. Para muitos, é a grande oportunidade de o Rio de Janeiro resolver problemas sociais que se arrastam há décadas, cujo reflexo é observado nos morros.

É provável que boa parte dos ganhos de receita do governo estadual e municipal seja destinada à segurança pública – um desperdício de dinheiro na categoria do mal necessário. A violência urbana atrapalha e atrasa o desenvolvimento do Rio de Janeiro, mas não o inviabiliza. Na próxima década, pelo menos, a economia da região estará “blindada” pela Copa, pelos Jogos Olímpicos e pelo Pré-sal.

Queda das taxas a lojistas pode atingir ações de Redecard e Cielo, diz Ágora

Para analistas, aperto nas taxas deve se intensificar em 2011.

Fonte: Mirela Portugal, de EXAME.com

São Paulo – Os efeitos do acirramento da concorrência no setor de cartões devem continuar afetando as ações de Redecard e Cielo. A conclusão é da corretora Ágora após a análise dos resultados trimestrais das maiores operadoras de cartão do Brasil. As ações de ambas tiveram seu preço-alvo rebaixado: de 22,60 reais para 19,20 (CIEL3) e de 36,10 reais para 30,80 reais (RDCD3).

A revisão de estimativas assume uma tendência já apontada nos resultados recentes: as taxas cobradas a lojistas para uso das máquinas deve cair ainda mais intensamente em 2011. “Nos parece claro que a maior parte das renegociações com clientes se dará no ano que vem“, explica o analista Aloísio Lemos.

Ambas as ações receberam recomendação de manutenção. O analista ressalta a queda maior nas taxas coletadas pela Redecard. “A Redecard deve ter um retorno maior em volume que em receita, uma vez que se concentra em lojistas de grande porte, que cobram taxas menores”. No entanto, “a tendência declinante deve atingir também a Cielo”.

Também na avaliação da Ágora, a competição no setor continuará polarizada entre as duas líderes. “A entrada de outros nomes ainda é incerta”. Num cenário conservador projetado para 2014, os concorrentes devem capturar 15% da fatia de mercado. Os resultados trimestrais apontam divisão de mercado em volume de negócios em 53% para a Cielo e 47% para a Redecard.