iPad é o produto do ano na ‘Wired’

Fonte:  Murilo Roncolato  Estadão.com

O iPad 3G 16GB foi eleito o produto móvel do ano pela revista americana Wired. O tablet de 9,7 polegadas fez Jobs sorrir esse ano. Lançado no mercado norte-americano no início de abril, as vendas do aparelho passaram de 2 milhões de unidades em menos de dois meses e abalou não só o mercado de tablets e leitores digitais,

Em meados de outubro as ações da empresa batiam os US$ 300 dólares, graças aos investidores que assistiram o iPad puxar as vendas da Apple, na esteira do iPhone.

Segundo relatórios da Gartner, até outubro, quase 20 milhões de tablets foram vendidos em 2010, número inflacionado após a vinda do iPad ao mundo. A consultoria prevê ainda que esse número tende a aumentar 181% em 2011 e 10 vezes isso para 2014 (chegando a 208 milhões de unidades vendidas).

Diferentemente do que achava o presidente estadunidense Barack Obama em maio, a Wired eleva o iPad e se anima com o seu 3G e a possibilidade de estar conectado com ele em todos os lugares. Não fosse só isso, a revista ainda decreta a morte dos computadores portáteis. Para ela “o laptop está no fim. Você pode já ter comprado o seu último. Nós atingimos o futuro e ele combina muito com o iPad”.

Tudo muito bonito e contente, mas não é tudo bem assim. A revista pondera que o aparelho ainda pode evoluir, como por exemplo colocando nele uma câmera, um display de Retina superforte, e ainda pede para serem liberados da AT&T, a empresa de telefonia que vende o aparelho por lá. Por fim, assegura que, em breve, todos terão um iPad em mãos. “Se você não possui um ainda, logo você terá”.

O desafio do câmbio

Fonte: Carta Capital – Publicado originalmente do Blog de  Paulo Daniel – Além de economia

Pode-se conceituar taxa de câmbio como o preço, em moeda nacional, de uma unidade de moeda estrangeira. Entretanto, o nível dessa taxa pode ser determinado ou pelas forças de mercado – pelo confronto entre oferta de divisas e demanda por elas – ou a partir da interferência do governo no mercado cambial, fixando a taxa.

No regime de câmbio flutuante, a taxa de câmbio oscila livremente para garantir o equilíbrio do mercado, isto é, o equilíbrio entre a oferta e demanda de moeda estrangeira. Nesse regime, a oferta é determinada pelos exportadores e pelos demais residentes que recebem renda e outros recursos de não residentes. Já a demanda é exercida pelos importadores e pelos residentes que transferem renda e demais recursos para o resto do mundo.

Quando o regime de câmbio flutuante entrou em vigor no Brasil, no dia 16 de janeiro de 1999, a economia brasileira já possuía um grau relativamente elevado de abertura financeira (o qual viabilizou a absorção dos recursos externos necessários para o financiamento do deficit em transações correntes durante o período de vigência do regime de bandas cambiais).

Praticamente um ano depois, em 26 de janeiro de 2000, foi adotada uma medida decisiva, que ampliou significativamente esse grau. A Resolução nº 2.689 flexibilizou as aplicações dos investidores estrangeiros nos mercados de ações e títulos de renda fixa, bem como permitiu o seu acesso, sem restrições, ao mercado de derivativos financeiros domésticos.

Até então, esse acesso era limitado às operações de hedge das posições desses investidores nos mercados à vista em ações e renda fixa. Além do que, outras duas medidas adicionais ampliaram ainda mais a integração financeira do país com o exterior. Em primeiro lugar, a unificação dos mercados de câmbio livre e flutuante e a extinção da Conta de Não-residentes (CC5) em março de 2005, que eliminou os limites para que pessoas físicas e jurídicas convertam reais em dólares e os remetam ao exterior.

Em segundo lugar, a MP (Medida Provisória) 281, de 15/02/2006, isentou de Imposto de Renda as aplicações de investidores estrangeiros em títulos públicos e em fundos de capital de risco, bem como de CPMF os investidores estrangeiros e nacionais nas emissões primárias de ações e no aumento de capital de empresas (em 2003, o governo já tinha reduzido o IR incidente sobre as negociações dos investidores estrangeiros nos mercados secundários de ações – de 25% para 15% – e as isentado de CPMF; as mesmas medidas foram estendidas posteriormente aos nacionais).

O grau elevado de abertura financeira e, especialmente, o acesso dos investidores globais ao mercado organizado de derivativos financeiros intensifica os impactos das fases de abundância ou escassez de fluxos de capitais sobre os preços-chave do país e, especialmente sobre a taxa de câmbio, que se torna a principal correia de transmissão da volatilidade dos fluxos de capitais sobre os mercados financeiros e a economia real; mas também reforçam a interação entre as políticas cambial, monetária e fiscal e reduzem seus respectivos raios de manobra.

Nesse contexto, a gestão do regime de câmbio flutuante torna-se subordinada, em grande parte, às decisões de alocação de riqueza dos investidores globais. Todavia, a interação entre os condicionantes externo (ciclo de liquidez internacional) e interno estrutural (grau de abertura financeira) teve distintas implicações para essa gestão nas fases de “pessimismo” e “otimismo” do ciclo.

A política cambial deparou-se com diferentes desafios e graus de liberdade em função, em grande parte, da situação do balanço de pagamentos e de vulnerabilidade externa da economia brasileira – que podem ser considerados seus principais condicionantes macroeconômicos internos.

Entretanto, principalmente a partir de junho de 2009, a moeda brasileira intensifica a sua valorização perante o equivalente geral mundial, o dólar, pelas razões acima elencadas e, também, pela alta liquidez da moeda norte-americana no mercado nacional e internacional devido o socorro ao mercado financeiro mundial, por conta da crise financeira mundial.

No caso brasileiro, o que se pode fazer para diminuir a desvalorização do dólar no mercado brasileiro? É fato que temos variáveis que não estão sob nosso controle, mas ao mesmo tempo, o governo brasileiro pode e deve utilizar medidas que no mínimo proteja a nossa moeda. Não teria total certeza em afirmar que vivemos em uma “guerra cambial”, mas a disputa entre China e EUA é velada muito antes da crise mundial, uma vez que, o primeiro financia os gastos do segundo.

Segundo, se entrarmos nessa guerra, com certeza não sairemos vitoriosos, pois grande parte de nossas reservas estão lastreadas em portfólio (ações, títulos públicos, renda fixa etc. – para isso, basta observar os relatórios mensais do Banco Central do Brasil do balanço de pagamentos), como no Brasil há livre mobilidade de capitais, a tendência seria essas reservas exaurirem rapidamente. Ocasionando uma abrupta desvalorização cambial, o que não seria interessante para os preços internos.

Terceiro, deve-se manter a flutuação suja do câmbio (com interferência do Banco central) e adotar medidas, para além do IOF, que protejam nossas reservas e nossa moeda, como por exemplo, a quarentena de capitais adotado no Chile entre 1991 e 1998, redução imediata da taxa de juros e a cobrança de pelo menos 15% de imposto de renda sobre capitais externos que atualmente são isentos.

É importante destacar que, caso essas medidas sejam tomadas, serão muito mais para proteger nossa moeda e nossas reservas internacionais do capital financeiro especulativo do que necessariamente a desvalorização cambial, haja vista, a abundância de dólares no mundo.

Confira as principais manchetes dos jornais e revistas deste domingo 7/11

Fonte: Folha.com

Jornais nacionais

Folha de S.Paulo
Empreiteiras dão mais que o triplo a congressistas

Agora S.Paulo
Garanta a revisão de seu benefício na agência do INSS

O Estado de S.Paulo
Dilma quer baixar juros e deve tirar Meirelles do BC

Jornal do Brasil
Sobram ‘padrinhos’ para o Bolsa Família

O Globo
Lula deixa conta de R$ 50 bi para Dilma pagar em 2011

Correio Braziliense
Servidores – Farra com diárias no exterior é de R$ 86 mil

Estado de Minas
Cara Miséria

Jornal do Commercio
Enem começa com erros e atropelos

Diário do Nordeste
Erro no gabarito causa confusão e dúvidas no Enem

Extra
Clínicas já têm pacote de estética a partir de R$ 100

Zero Hora
Um Beatle em Porto Alegre

*Revistas

Veja
O primeiro super herói brasileiro

Época
O vento vai soprar a favor de Dilma?

IstoÉ
O homem forte da transição

IstoÉ Dinheiro
Dilma Rousseff – A primeira mulher presidente do Brasil

Carta Capital
O bode expiatório

Repasse de verbas dificulta expansão do ‘Minha Casa’

Fonte: AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – As companhias de saneamento e as construtoras estão se articulando para apresentar uma proposta na próxima reunião do Conselho Curador do Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS), em 9 de novembro, e tentar garantir facilidade de acesso a recursos para as redes de saneamento dos projetos do Minha Casa, Minha Vida.

A ideia é que a aprovação de projetos e liberação de recursos seja simplificada e facilite o atendimento da nova demanda. A reclamação da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe) concentra-se no excesso de burocracia, o que tem causado um descompasso entre o ritmo de expansão do Minha Casa, Minha Vida e o crescimento dos serviços de saneamento básico.

E foi justamente nas periferias das grandes cidades, alvo das construtoras por ainda oferecerem terrenos com custos mais baixos, que o problema se concentrou. As companhias de saneamento dos Estados e municípios não tinham previsão orçamentária para expandir as redes para atender a essas áreas que criaram uma demanda recente. O descompasso entre oferta e demanda por rede de saneamento criou problemas em todo o País, segundo o superintendente da Aesbe, Walder Suriani.

Segundo Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, consultora técnica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), na próxima reunião do Conselho Curador do FGTS será entregue uma proposta para que o Ministério das Cidades – pasta que coordena o Minha Casa – tenha um mecanismo mais simplificado para a liberação de dinheiro do fundo para projetos do programa habitacional. “Hoje há muita burocracia. Até liberar os recursos o empreendimento está pronto”, critica.

“A burocracia do Ministério das Cidades é de tal ordem que estabelece prazos incompatíveis com a realidade dos empreendimentos do Minha Casa na liberação de recursos”, reclama Suriani. Segundo ele, a Aesbe tem falado do problema desde o início do Minha Casa, mas até agora não conseguiu sensibilizar o ministério para que mude as regras.

A secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, explica que não falta recurso para os projetos de saneamento, especialmente os que fazem parte do Minha Casa. “Me parece mais uma falta de coordenação entre o plano de expansão das companhias de abastecimento e a escolha das construtoras de áreas para levantar as obras. São os municípios que aprovam os projetos. E eles só devem fazer isso se há como atender o empreendimento com água e esgoto, seja com projetos das companhias de saneamento ou com recursos das próprias construtoras”, explica.

Segundo Inês, foram apresentados ao ministério os projetos de saneamento interessados em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. E um dos critérios do ministério foi dar prioridade aos que faziam parte do Minha Casa. São, ao todo, R$ 40 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Jornal O Estado de S.Paulo lança novo blog

Por Dalton Assis

O Jornal O  Estado de S. Paulo lança blog sobre  a Economia no novo governo. No o leitor poderáentender os rumos da economia do novo governo, além de  acompanhar noticías, opinião, entrevista  de renomados jornalistas como Celso Ming,  Rolf Kuntz e colunistas  como Paul Krugman.

Para conhecer mais sobre este blog acesse o link abaixo

http://blogs.estadao.com.br/a-economia-no-novo-governo/?cat=2291