Android assume 2o lugar em smartphones no 3o trimestre

O Symbian, da Nokia, continua a liderar o mercado, com 37 por cento de participação no mercado.

Fonte: Tarmo Virki, da

Celular com o sistema Android, do Google                                      Sistema Android do Google cresce cada vez mais

Helsinque – A plataforma Android do Google subiu para a segunda posição no mercado global de smartphones no terceiro trimestre, afirmou a empresa de pesquisa Canalys nesta segunda-feira.

O Symbian, da Nokia, continua a liderar o mercado, com 37 por cento de participação; enquanto o Android tem 17 por cento, ultrapassando a Research In Motion, Apple e Microsoft este ano.

A crescente popularidade dos celulares Android –fabricados por empresas como a Motorola Inc, HTC e Samsung Electronics– coloca o Google em boa posição, uma vez que o mercado móvel parece despontar para superar o de PCs em acesso à Internet.

O presidente-executivo do Google disse em setembro esperar que as buscas via celular sejam responsáveis por uma fatia majoritária da receita da empresa, mas que isso pode levar muito tempo, apesar do forte ritmo de crescimento.

O Android, oferecido gratuitamente aos fabricantes de celulares, passou por uma crescimento forte desde sua chegada ao mercado há dois anos. No último trimestre, a plataforma passou por um crescimento de 14 vezes ante os baixos números de ano atrás, segundo a Canalys.

Governo Dilma vai buscar juro real a 2%

Medidas nessa direção começam a ser lançadas até o fim deste ano e outras propostas poderão ser aproveitadas pela nova equipe econômica

Fonte: Adriana Fernandes e Fabio Graner, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – O plano estratégico para colocar a economia brasileira rumo a uma taxa de juro real (descontada a inflação) de 2% até 2014 conta com medidas que começam a ser lançadas até o fim do ano, e outras propostas que poderão ser aproveitadas pela presidente eleita, Dilma Rousseff, nos primeiros meses de governo.

O desenho dessa agenda está em discussão há meses no Ministério da Fazenda, cujos integrantes esperam ocupar postos de destaque no próximo governo. A proposta de traçar a trajetória “pró-juros de 2%” foca na aceleração do investimento. A atração por mais investimentos ganhou força com a crise financeira, os sucessivos aportes do Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a prática de uma política fiscal caracterizada por menor controle dos gastos.

As novas medidas não devem se resumir ao já pronto pacote de estímulo ao financiamento do crédito privado, que deve ser anunciado em breve pelo Ministério da Fazenda, no embalo da vitória de Dilma. Como pano de fundo dessa agenda, está a ideia de que é possível fortalecer a política fiscal, com o compromisso de cumprir a “meta cheia” – de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) – de superávit primário (economia para pagamento de juros) das contas do setor público, sem manobras fiscais.

Paralelamente, há estudos para reduzir os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que podem ser abatidos da meta de superávit primário. Hoje, a margem para o abatimento é muito grande, e para reduzi-la o governo pode fazer uma “limpeza” dos projetos.

Há quem defenda também a necessidade de retomar a discussão sobre aprovação pelo Congresso de limites ao crescimento de despesas do governo, como o do gasto com pessoal. No Congresso, há um projeto nesse sentido. A esse quadro, se somaria um forte contingenciamento do Orçamento de 2011. Mas essas discussões serão intensificadas somente após aprovada a proposta orçamentária. Em geral, o decreto de contingenciamento é divulgado em fevereiro.

Outro aspecto da discussão sobre como melhorar o lado fiscal inclui temas como uma reforma do Regime Geral de Previdência, fixando pelo menos uma idade mínima para aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada, bem como a regulamentação da reforma da previdência do setor público feita em 2004. Afora isso, a área técnica quer melhorar a eficiência dos gastos correntes da União, o que ajudaria a conter o ritmo de crescimento.

Desonerações

Entre as medidas em estudo de caráter fiscal voltadas ao médio prazo estão mudanças em algumas regras para a elaboração do Orçamento e criação de um orçamento plurianual para investimentos. O Ministério da Fazenda também quer deixar pronta uma proposta de desoneração gradual da contribuição previdenciária na folha de pagamento das empresas e mudanças nas regras de remuneração da poupança, que limita a queda dos juros básicos.

Com essa estratégia, o governo busca reduzir as críticas do mercado financeiro à política fiscal. A pressão aumentou com a postura agressiva do governo contra a valorização cambial e também após obter R$ 31,9 bilhões em receita extra por meio de artifício contábil com a capitalização da Petrobrás – recurso que bancou a escalada dos gastos no governo federal.

Politicamente, a nova agenda também abre espaço para uma disputa sobre quem dará as cartas na condução da política econômica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, trabalha nos bastidores para continuar no cargo. Já o secretário da Política Econômica, Nelson Barbosa, responsável pela formulação das principais medidas do Ministério da Fazenda, também é cotado para integrar o time de Dilma.

Nos últimos 15 dias, Barbosa tirou férias para subsidiar a campanha e fez declarações em relação à política fiscal e à estratégia para reduzir os juros reais a 2%, marcando posição sobre os rumos da política econômica.

Câmbio

Além das medidas voltadas à sustentabilidade fiscal e à queda dos juros no longo prazo, o governo pretende adotar mais iniciativas na área cambial, entre elas um novo programa da dívida externa com maior emissão de títulos atrelados ao real.

Em outra frente, que busca melhorar a competitividade sistêmica, o governo tem uma agenda que deve ser adotada no curto prazo, com propostas que ficaram engavetadas, como a Agência de Seguros, novos estímulos ao setor imobiliário e a criação do Eximbank do Brasil, que vai financiar o comércio exterior.

Também está na pauta um novo empréstimo do Tesouro ao BNDES para dar fôlego ao banco no início do próximo ano, enquanto o pacote de estímulo ao crédito não surte efeito.

Política econômica traçada por Dilma recebe primeira nota positiva

Fonte: EFE- Agências Internacionais

As diretrizes da política econômica que Dilma Rousseff (PT) traçou em seu primeiro pronunciamento como presidente eleita, no qual prometeu continuidade e prudência fiscal, receberam nesta segunda-feira (1º) o primeiro aval de uma agência internacional de classificação de risco.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a agência Standard & Poor’s indicou que a adoção de políticas de controle fiscal como as prometidas pela petista em um ambiente como o atual, de crescimento econômico e inflação sob controle, permitem prever uma elevação da classificação de risco do Brasil.

No discurso que pronunciou na noite de domingo após ser confirmada como primeira mulher presidente do Brasil com 56,05% dos votos válidos, Dilma garantiu que, em matéria econômica, pouco mudará com relação ao rumo já traçado pelo padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, mas deu pistas sobre algumas medidas que poderia adotar.

A ex-ministra da Casa Civil, que será a primeira economista a assumir a Presidência, citou especificamente o controle dos gastos públicos, mas sem comprometer os programas sociais.

Nem o mercado nem os analistas esperam grandes reformas de uma líder que ajudou a definir o atual rumo econômico como ministra, e menos ainda em momentos quando o Brasil caminha a passos firmes para situar-se entre as cinco maiores economias do mundo num futuro próximo.

Segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, os economistas dos bancos privados preveem que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 7,6% neste ano, seu maior nível em duas décadas, e que mantenha um crescimento superior a 5% a partir do ano que vem.

O próprio candidato derrotado no segundo turno, José Serra (PSDB), se absteve de prometer grandes reformas econômicas e, pelo contrário, elogiou as medidas com as quais Lula enfrentou a crise mundial, que permitiram ao Brasil se transformar em um dos primeiros países a superá-la.

O tucano também não podia criticar as bases da política econômica, inclusive porque Lula manteve as que tinham sido implantadas por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), de quem Serra foi ministro do Planejamento e da Saúde.

Tais bases, com as quais Dilma também se comprometeu, são: inflação controlada, gastos públicos controlados e regime cambial flutuante.

Em seu discurso de domingo, a presidente eleita reiterou seu compromisso com a redução dos gastos, que nos últimos meses cresceram e puseram em risco a meta do Governo de fechar o ano com um superávit fiscal primário de 3,3% do PIB.

“Faremos todos os esforços pela melhora da qualidade dos gastos públicos, pela simplificação e redução da tributação e pela qualificação dos serviços públicos”, anunciou Dilma.

A presidente eleita esclareceu que os esforços fiscais não comprometerão os programas sociais e de distribuição de renda iniciados por Lula.

Para melhorar a despesa do Estado sem comprometer o ajuste fiscal nem pôr em risco a inflação e ao mesmo tempo estimular a economia, Dilma pretende impulsionar uma redução da taxa de juros, atualmente de 6% em termos reais, o que a situa entre as maiores do mundo.

A presidente eleita, uma economista qualificada como “desenvolvimentista”, também anunciou que porá maior ênfase no mercado interno, que é justamente o que impulsionou o crescimento da economia nacional.

Com as exportações em baixa pela crise internacional e a forte apreciação do real, o consumo das famílias em um país de 180 milhões de habitantes, que cresce a um ritmo de quase 8% anual, se transformou na locomotiva da economia.

Dilma reconheceu que, com as grandes economias do mundo em crise, é necessário continuar apostando no mercado interno, para não depender muito das exportações. No entanto, ela esclareceu que o Brasil não fechará sua economia ao exterior, mas estabelecerá regras mais claras para reduzir a volatilidade das moedas e do mercado de capitais.

“Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com esse objetivo”, assegurou a próxima governante, que já confirmou que viajará com Lula na semana que vem à Coreia do Sul para participar da Cúpula do Grupo dos 20 (G20, países ricos e emergentes).

Tanto Lula quanto Dilma defendem um acordo no marco do G20 que detenha a atual “guerra cambial”, que reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Dona do ‘NY Times’ vende títulos para abater suas dívidas

Fonte: Folha.com

A New York Times Company, dona do jornal de mesmo nome, levantou US$ 225 milhões com a venda de títulos para abater suas dívidas, entre as quais a com o bilionário Carlos Slim.

É a primeira vez que o grupo de mídia emite títulos da dívida desde janeiro do ano passado, quando pegou emprestado US$ 250 milhões com as empresas de Slim.

A ideia é refinanciar ou antecipar o pagamento da dívida com Slim, que vence em 2015, já que os juros dela são altos: 14%. Na época da negociação, a crise global vivia fase mais aguda e era difícil conseguir crédito pelos meios tradicionais. Em outubro, o grupo disse que pretende pagar o empresário mexicano até 2012.

Em setembro, o grupo jornalístico americano indicou que prevê uma nova queda de seu volume de negócios durante o trimestre que termina, já que os rendimentos de sua edição online não conseguirão compensar a redução das rendas da edição em papel.

NEGÓCIOS

A empresa, que possui, entre outros, o jornal nova-iorquino de mesmo nome e o “Boston Globe”, prevê um volume de negócios em queda de 2% a 3% por causa da queda de 5% das rendas publicitárias de sua edição em papel, que não será compensada pelo aumento de 14% das rendas publicitárias provenientes da edição eletrônica.

Também espera-se que as vendas do jornal caiam 5% durante o período julho-setembro.

Em julho, o jornal divulgou um leve aumento do faturamento trimestral, devido ao aumento de dois dígitos na publicidade digital, que ajudou a compensar a queda persistente na publicidade impressa.

Com isso, a internet passou a representar 26% da receita total do grupo. Isso não impediu a redução do lucro líquido da empresa de 21 % em relação ao mesmo período do ano passado, quando a cifra chegou a US$ 39 milhões.

No semestre, enquanto as vendas de jornal impresso subiram 3,3%, com entrada de US$ 471,7 milhões, as receitas com publicidade nas mídias impressas acumularam queda de 3,2%, para um total de US$ 627,5 milhões

Americanos vão as urnas hoje para elegerem parlamentares e governadores

Fonte: AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Os Estados Unidos deram início nesta terça-feira às eleições parlamentares e para governador, que devem eleger todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 37 das cem vagas do Senado e o governo de 37 Estados.

Apesar da existência do voto antecipado em diversos locais do país, a abertura oficial das urnas se deu no início da manhã. Os primeiros colégios eleitorais na costa leste do país abriram hoje pouco depois das 6h da manhã (8h em Brasília).

As eleições devem ir até às 2h da manhã de quarta-feira (em Brasília, quando fecham os colégios eleitorais no Alaska e no Havaí.

Estima-se que ao menos 90 milhões dos cerca de 218 milhões de eleitores com direito a voto vão às urnas nesta terça-feira.

A previsão do tempo para o país é estável, e não há indicações de problemas graves que possam interferir no andamento da votação.

HORÁRIOS DE VOTAÇÃO

Os primeiros colégios a abrir as urnas foram os dos Estados de Vermont, Maine, New Hampshire, Connecticut, Indiana, Kentucky, Nova Jersey e Nova York, localizados na costa leste do país.

A grande maioria dos colégios eleitorais, no entanto, dá início às votações a partir das 9h (em Brasília), nos Estados de Delaware, Distrito de Columbia, Flórida, Geórgia, Illinois, Maryland, Massachussetts, Michigan, Misouri, Pensilvânia, Rhode Island, Carolina do Sul e as Virgin Islands.

Os locais de votação na Califórnia, que realiza também um referendo para legalizar a maconha, estarão abertos até às 12h de Brasília, assim como os de Idaho, Nevada e Washington, na costa oeste.

Os últimos a abrir serão: Alaska e Havaí, às 13h de Brasília e os territórios no Pacífico como Samoa (15h de Brasília), Guam (19h de Brasília) e ilhas Marianas do Norte (19hde Brasília), que são também os últimos a encerrarem as eleições.

Às 20h de Brasília os primeiros colégios eleitorais começarão a encerrar a votação, mesmo horário em que devem ser divulgados os primeiros resultados parciais.

Os Estados de Indiana, Kentucky, Carolina do Sul, Vermont e Virgínia serão os primeiros a fechar as urnas, seguidos de Ohio, Virgínia Ocidental e Carolina do Norte.

A grande maioria dos colégios eleitorais encerram as votações entre 22h e 23h de Brasília.

PESQUISAS

As últimas pesquisas apontam que no Senado, segundo o especialista Cliff Young, do instituto Ipsos, os democratas devem manter a maioria, com 52 ou 53 do total de 100 senadores. Na Câmara, segundo essa pesquisa, os republicanos devem ficar com 231 dos 435 deputados (ou 50% dos votos nacionais, contra 44% para os democratas).

A pesquisa ouviu 1.075 adultos entre os dias 28 e 31 de outubro, sendo 893 eleitores registrados e 654 que disseram ter a intenção de votar. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para toda a amostra, 3,3 pontos para os eleitores registrados, e 3,8 pontos para os que pretendem vota

Já a última pesquisa do instituto Gallup, realizada entre quinta-feira e domingo, com 1.539 prováveis eleitores, coloca os republicanos na dianteira com 55% das intenções de voto, contra 40% dos democratas.

Outro levantamento conjunto do “The Wall Street Journal” e do canal de televisão “NBC” também prevê um grande avanço dos republicanos diante do que descrevem como “frustração” com o presidente Barack Obama e o Congresso de maioria democrata.

Na consulta encomendada pelos dois veículos de comunicação, os republicanos aparecem com uma vantagem de seis pontos e atingem 49% do apoio popular, contra 43% obtidos pelos democratas.

Quase a metade dos eleitores que se inclinam por um Congresso de maioria republicana assegura que trata-se de um “voto de protesto” contra os democratas.

Os distintos resultados das pesquisas do “The Wall Street Journal” e do Gallup são um exemplo, mas outras consultas diferem também no grau de apoio: o canal “Fox News”, por exemplo, coloca os conservadores 13 pontos à frente, para a “CNN” são dez, enquanto o “The New York Times”, prevê vantagem de seis pontos dos republicanos.

CHUTE CERTEIRO

Nate Silver, autor do blog “FiveThirtyEight” que antecipou corretamente os resultados em todos os Estados do país durante as eleições presidenciais de 2008, afirma que dadas as diferentes conclusões das pesquisas, “é difícil prever o tamanho da onda conservadora”.

Os republicanos precisam de 39 cadeiras para se tornar a maioria na Câmara de Representantes, e 10 para prevalecerem no Senado.

Segundo o modelo de simulação do “FiveThirtyEight”, os conservadores conquistarão cerca de 53 cadeiras na Câmara de Representantes, enquanto no Senado devem ganhar sete, o que não atingiria a maioria.

IMPACTO POR UMA DÉCADA

Os republicanos também parecem direcionados a grandes ganhos nas corridas pelos governos estaduais. Essas decisões têm um grande peso, pois podem redefinir o cenário político dos Estados Unidos por uma década.

Os governos estaduais têm um papel decisivo na redefinição dos distritos eleitorais, processo previsto para o ano que vem. A alteração acontece a cada dez anos, após o censo nacional, para garantir que cada distrito eleitoral –responsável por eleger um representante [deputado] para a Câmara– representa aproximadamente o mesmo número de pessoas.

Por exemplo, na próxima mudança, o Texas deve ganhar quatro assentos na Câmara, e Arizona, Utah, Geórgia e Carolina do Sul um cada.

Trata-se de um processo altamente politizado, que busca causar o maior estrago possível nos oponentes, fazendo um distrito tornar-se mais confiantemente republicano ou democrata. A redefinição feita no Texas em 2003, engenhosamente planejada pelo líder republicano na Câmara Tom DeLay, custou aos democratas cinco assentos no Congresso.

Dos 18 Estados que devem ganhar ou perder assentos na Câmara, 15 estão com o governo estadual em disputa. Muitos governadores têm influência ou poder de veto sobre os planos de redefiniir os limites de um distrito eleitoral.

“As corridas para governador são o principal evento este ano”, define Nathan Daschle, diretor-executivo da Associação de Governantes Democratas. “O que acontece nessas disputas terá um impacto de longo prazo na política nacional por meio da redefinição dos distritos pelo Congresso e a próxima eleição presidencial.”

DISPUTA NOS ESTADOS

Os republicanos têm no momento 23 governos estaduais, e esperam ganhar ao menos mais seis ou sete.

A aposentadoria de governadores democratas em Estados fortemente republicanos –como Wyoming, Kansas, Oklahoma e Tennessee– dá boas chances de vitória aos republicanos. Além disso, a economia fragilizada em Michigan, Pensilvânia, Ohio, Illinois, Iowa e Wisconsin dão mais alguns pontos de vantagem aos republicanos.

Os democratas esperam restringir suas perdas e tomar o governo de alguns importantes centros de batalha, como a Califórnia, a Flórida e talvez até o Texas.

Segundo o grupo apartidário Cook Political Report, dos 19 Estados comandados por democratas em que o governo está em jogo, 16 disputas estão acirradas ou pendendo para o lado dos republicanos. Já na disputa pelos 18 Estados de controle republicano, apenas nove estão empatadas ou pendendo para os democratas.

“Os republicanos vão sair dessas eleições com 30 ou mais governos estaduais”, aposta Jennifer Duffy, analista da Cook. “Considerando que esse é um ano de redefinição de distritos, isso é um grande negócio.”

MAIORIA NO CONGRESSO

Senado

São cem vagas no total, e são necessárias 51 para garantir maioria. Com 60 cadeiras, um partido consegue impedir o filibuster, procedimento no qual um senador pode bloquear um debate ou votação.

Na atual composição, 56 cadeiras são dos democratas, 41 são republicanas, duas são independentes e uma está vaga.

Câmara dos Representantes

São 435 vagas no total e 218 são necessárias para a maioria na casa.

Na atual composição, 255 são democratas, 178 são republicanos e duas estão vagas.

Os republicanos precisam de apenas 39 cadeiras democratas para acabar com a maioria do partido do presidente Barack Obama na Câmara dos Deputados em 2 de novembro.