‘Vamos disputar até o dia 31 cada votinho’, diz Dilma

Em discurso, a candidata do PT alertou a militância de que a eleição ainda não está ganha. 

Fonte: Eugênia Lopes, da Agência Estado

BRASÍLIA – Ao lançar sua proposta para a área de desenvolvimento social, em Brasília, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, alertou a militância para não ficar de salto alto e achar que a eleição já está ganha no segundo turno, no próximo domingo. “Vamos colocar um salto bem baixinho e vamos disputar de hoje até o dia 31 cada votinho”, afirmou Dilma.

No discurso, ela aproveitou para criticar o programa de seu adversário, o tucano José Serra, que, segundo ela, não dá prioridade à questão do desenvolvimento social. “No programa do adversário essa questão está no anexo”, disse Dilma. “Para nós, a questão social não é adereço de mão nem um anexo do programa de governo. Essa é a nossa diferença histórica”, afirmou a candidata ao se comprometer a tirar 21,5 milhões da pobreza. A proposta de Dilma para desenvolvimento social traz, entre outras coisas, a promessa de estender o Bolsa Família mesmo para as pessoas que não têm filhos.

Portabilidade de planos de saúde pode ter regras ampliadas

ANS realiza consulta pública até 20 de novembro; lei atual ainda é restritiva.

Fonte: Julia Wiltgen, de EXAME.com

São Paulo – A  Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realiza até 20 de novembro uma consulta pública para a ampliação das regras da portabilidade de carências de planos de saúde. Desde que a lei entrou em vigor, em abril de 2009, apenas pouco mais de 2000 pessoas efetuaram a mudança de operadora de plano, num universo de 9,5 milhões de brasileiros que poderiam ser beneficiados.

Mesmo assim, o direito à portabilidade só contempla 16,5% dos clientes de planos de saúde do país. As regras para mudar de operadora de plano de saúde levando as carências já cumpridas ainda são restritivas. Para participar da consulta pública a fim de ampliá-las, basta acessar o site da ANS e fazer sugestões e críticas por meio de um formulário.

Quem quiser enviar as sugestões por correio, pode endereçá-las à sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar, na Rua Augusto Severo, 84, 12° andar, Glória – Rio de Janeiro/RJ, CEP 20021-040, com indicação do assunto “Consulta Pública nº 341 – Extensão da Portabilidade”.

Veja a seguir as propostas submetidas à consulta pública, fruto de discussões da ANS com órgãos de defesa do consumidor:

– Ampliação do direito à portabilidade aos clientes dos planos de saúde coletivos por adesão (oferecidos por entidades como associações e sindicatos) que queiram mudar para um plano individual. Atualmente, apenas clientes de planos hospitalares e/ou odontológicos individuais podem exercer a portabilidade de carências. Clientes de planos empresariais continuariam de fora.

– Criação da portabilidade especial, válida para beneficiários de operadoras que não conseguiram encontrar empresas interessadas em absorver seus clientes quando tiveram a transferência de carteira compulsória decretada pela ANS. Atualmente, a portabilidade não vale para nenhum caso de processo de alienação compulsória da carteira, de oferta pública do cadastro de beneficiários ou de liquidação extrajudicial.

– Ampliação do prazo para o exercício do direito de portabilidade para quatro meses no ano, a partir do mês de aniversário do contrato. Atualmente, a portabilidade só pode ser exercida durante dois meses por ano: o mês de aniversário e o seguinte.

– Redução do período mínimo de permanência no plano de origem para um ano, a partir da segunda portabilidade. Atualmente, o prazo de permanência no plano para poder efetuar uma segunda portabilidade é de dois anos.

– Mais informações para o beneficiário: a operadora deverá comunicar a todos os clientes as datas inicial e final do período estabelecido para a solicitação da portabilidade de carências, por meio do próprio boleto de pagamento ou de correspondência. As operadoras também devem divulgar todas as características do plano (registro, segmentação assistencial, acomodações etc.) na carteirinha.

Especialistas em direito do consumidor, no entanto, ainda querem mais mudanças. A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), autora dessas duas propostas, defende também que as carências possam ser migradas mesmo quando se muda para um plano superior.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a migração de carências deveria ser permitida a qualquer tempo, e não somente depois de dois anos de fidelidade e durante um determinado período do ano. “A proposta é que o consumidor leve a carência que ainda lhe resta cumprir”, explica Juliana Ferreira, advogada do Idec.

Como exercer a portabilidade

Sob as regras atuais, a portabilidade de carências só pode ser exercida após cumpridos dois anos de contrato na operadora de origem, ou três anos no caso de quem tem cobertura parcial temporária para doenças ou lesões pré-existentes. Ou seja, na prática, a mudança só é possível para quem cumpriu integralmente suas carências. O plano de destino também precisa ser equivalente, isto é, ter a mesma abrangência geográfica (municipal, estadual ou nacional), segmentação assistencial (ambulatorial, hospitalar, com ou sem odontologia) e faixa de preço.

Para descobrir se você se encaixa nas regras da portabilidade e identificar para quais operadoras e planos é possível migrar, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibiliza em seu site um aplicativo, o Guia ANS de planos de saúde, que funciona apenas nos navegadores Internet Explorer e Mozilla Firefox.

Após identificar o plano de destino, o beneficiário deve se dirigir à operadora escolhida com o relatório de planos em tipo compatível, impresso no final da consulta ao Guia ANS, e pedir a proposta de adesão. É preciso também apresentar documentos que comprovem que o cliente permaneceu durante o tempo necessário para exercer a portabilidade e que o pagamento está em dia.

A operadora do plano de destino deve responder em até 20 dias após a assinatura da proposta de adesão, caso contrário, considera-se que a proposta com portabilidade de carências foi aceita. O cliente deve, nesse caso, entrar em contato para confirmar. Dez dias depois, o plano de destino entra em vigor. O contato com a operadora do plano de origem é de responsabilidade da nova operadora. A ANS recomenda, no entanto, que o cliente também entre em contato com a operadora antiga para informar a data de início do contrato com a nova operadora, que será a data de rescisão do contrato anterior.

A portabilidade deve ser gratuita e não pode ser submetida a regras além daquelas estabelecidas pela ANS, ou impedida de qualquer maneira. Operadoras que tenham práticas abusivas nesses sentidos estão sujeitas a multas de até 50.000 reais.

Redecard e Cielo caem ao mostrar impacto do fim da exclusividade

Fonte: Exame.com   Crédito: Gustavo Kahil, de EXAME.com

Despesas com marketing e descontos crescem como efeito da briga pelos lojistas e consumidores

Redecard: 40 mil transações mensais no terceiro trimestre.

São Paulo – As ações da Redecard (RDCD3) e Cielo (CIEL3) ocupam hoje a desagradável posição de maior queda desta quinta-feira (28) no Ibovespa. As empresas começaram a revelar o impacto do fim da exclusividade entre a Visa e a Cielo e o consequente aumento da concorrência pela conquista de lojistas e clientes. As despesas com marketing e os descontos cresceram no terceiro trimestre. Os papéis da Rececard caíam, às 12h45, cerca de 4,3%, enquanto as ações da Cielo cediam 2,08%.
 
As despesas de marketing da Redecard, por exemplo, avançaram 44,4% no terceiro trimestre comparação com o mesmo período do ano passado, além do crescimento das despesas operacionais. Com isso, o lucro líquido caiu 2,7%, chegando a 324,1 milhões de reais. “Neste trimestre, a abertura da atividade de credenciamento, desde o dia 1º de julho, marcou o novo ambiente concorrencial para a indústria brasileira de meios de pagamentos”, explica a empresa em relatório.
 
O mercado não gostou dos números da Redecard. “Os resultados da Redecard trouxeram tendência operacional mais fraca”, afirmam os analistas da BofA Merrill Lynch Jorg Friedemann, Jose Barria e Renato Schuetz. Em relatório, o banco rebaixou a recomendação para as ações da empresa de neutral para underperform (desempenho abaixo da média do mercado). O preço-alvo foi reduzido para 24 reais.
 
“Já eram esperados os primeiros efeitos da competição em um ambiente não exclusivo, mas estes vieram potencializados. Da mesma forma, já era imaginada pressão nas despesas operacionais, em função principalmente de aumento de gastos com marketing e necessidade de contratação de pessoal”, destaca a analista Marianna Waltz, da BB Investimentos. Segundo ela, o impacto mais pesado deve vir no início do ano que vem, “com a adição dos novos contratos com os grandes estabelecimentos comerciais”.
 
Daniel Malheiros, analista da Spinelli Corretora, recomenda que os investidores reduzam a exposição aos papéis da Redecard. “Continuamos acreditando que a Cielo é a melhor opção para se expor no setor de cartões. Em resumo, os números virão pouco acima de nossas expectativas. A nossa impressão sobre o resultado da Redecard é negativa”, diz ele em relatório.
 
A Cielo publicou hoje uma prévia dos resultados do terceiro trimestre. A empresa mostrou um lucro líquido de 488,5 milhões de reais no período, o que representa um crescimento de 23,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Os custos e despesas operacionais avançaram 26,8%, chegando a 425,9 milhões de reais.

 

  

 

Vale anuncia investimentos de US$ 24 bilhões no próximo ano

Fonte: Exame.com

Mineradora enfatiza o crescimento orgânico ao definir seu orçamento

São Paulo – A Vale anunciou que investirá 24 bilhões de dólares no ano que vem. O montante foi divulgado nesta quinta-feira (28/10), durante a teleconferência com analistas para a apresentação dos resultados do terceiro trimestre. “O capex foi definido com base nas expectativas de retorno e seguindo nossa disciplina financeira”, afirmou o diretor financeiro da companhia, Guilherme Cavalcanti.

O orçamento veio dentro da faixa esperada pelo mercado. Na semana passada, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, afirmou que os investimentos ficariam entre 23 bilhões e 28 bilhões de dólares, durante o Vale’s Day, na Bolsa de Nova York.

Segundo a companhia, o montante é 125,1% maior que os 10,662 bilhões de dólares investidos nos 12 meses encerrados em 30 de setembro de 2010. Os projetos enfatizam o crescimento orgânico da empresa. Dos 24 bilhões de dólares previstos, 83% serão aplicados em pesquisa, desenvolvimento, projetos greenfield e ampliações de plantas já existentes. Nos últimos cinco anos, essas atividades consumiram 74,4%, em média, do capex.

Ainda durante a teleconferência, a Vale afirmou que espera uma taxa média de crescimento de sua produção de 16% ao ano, entre 2011 e 2015. No planejamento da Vale, 18 grandes projetos entrarão em operação até 2012.

Emissão de dólares provoca inflação na China

 Fonte: Revista Exame  27/10

Pequim – A política monetária expansiva dos Estados Unidos cria uma “inflação importada” na China, onde as empresas enfrentam também uma alta dos salários, declarou o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, informou nesta quarta-feira o jornal China Business News.

“Em vista da situação atual, as empresas já reagiram e se preparam para enfrentar os ajustes das taxas de câmbio e o aumento do custo da mão de obra”, disse o ministro.

“Mas, como a emissão de dólares não está controlada e os preços de muitas mercadorias aumentam a nível internacional, a China enfrenta uma inflação importada, o que cria um grave problema de incerteza para as empresas”, indicou Chen.

Os Estados Unidos acusam a China de desvalorizar o iuane para facilitar suas exportações, enquanto Pequim afirma que o resto do mundo está sendo obrigado a pagar pelas dificuldades internas dos Estados Unidos com sua política de emissão monetária.

EU leaders strive for deal on budget discipline

Fonte:  bbc.co.uk   – Crédito imagen: AP

European leaders have begun talks in Brussels amid pressure to rein in the EU budget and set up a mechanism to avert future debt crises.

While next year’s EU budget is not formally on the agenda, the UK has been pressing other states to reject a 5.9% rise voted for by MEPs.

Such a rise would be “completely unacceptable”, UK Prime Minister David Cameron said on arrival.

There is also discord over a Franco-German plan for tackling debt.The plan includes a controversial proposal to temporarily strip repeat overspenders such as Greece of voting rights at EU ministerial meetings.

Mr Cameron argues that the EU should set an example of budget prudence at a time of austerity, as national budgets are cut back.

He wants a budget freeze, rather than a 5.9% increase, but EU leaders are more likely to agree on a rise of about 2.9%. A deal would still have to be hammered out with the European Parliament.

So far 10 leaders have backed Mr Cameron in rejecting the 5.9% rise, according to European Parliament President Jerzy Buzek, who attended talks with them.

“But 10 people does not mean that this is the majority of the [EU] Council,” he added.

The Franco-German suggestion for a crisis resolution mechanism would mean rewriting part of the EU’s Lisbon Treaty, which was itself only adopted after eight years of tortuous negotiations.

The so-called Deauville deal (named after the venue for recent Franco-German talks) was reached independently of other EU leaders, who are formally due to discuss a report by a European Council task force on measures to strengthen economic governance in the EU.

The measures are intended to prevent contagion spreading among eurozone economies should there be another major debt crisis in one of the weaker members.

“There will be a hot discussion on treaty change,” one unnamed senior EU diplomat told Reuters news agency.

War of words

It has been announced that French President Nicolas Sarkozy will visit London on Tuesday for a summit with Mr Cameron on defence and the economy

German Chancellor Angela Merkel is due to have talks with the British prime minister at his country retreat of Chequers on Saturday.

The UK says a mechanism to ensure stability in the eurozone is desirable – and that the planned sanctions would not apply to the UK. But all 27 member states’ budgets will come under close scrutiny in a “peer review” process.

The President of the European Council, Herman Van Rompuy, said: “Last spring we took courageous decisions, we won the battle of the euro.

“Today we show we can draw the lessons of the crisis.”

The Deauville deal envisages, on the one hand, a permanent financial rescue fund and, on the other, progressive sanctions on countries which overshoot the maximum debt level allowed under the EU’s Stability and Growth Pact, which is 60% of GDP.

European Commission President Manuel Barroso said the idea of withdrawing voting rights was “unacceptable” and would never be accepted by all 27 EU governments.

In the German parliament on Wednesday Mrs Merkel insisted that the Deauville deal served the interests of the whole EU.

“We need a new, robust framework,” she said. “It must be legally watertight and this will happen only with a change of the treaty.”

Les ménages continuent de consommer

Fonte: Le Monde.fr

Les achats en produits manufacturés des ménages français ont progressé en septembre de 1,5 % en volume (à monnaie constante), selon les chiffres publiés par l’Insee mercredi 27 octobre. Les achats de produits manufacturés représentent environ un quart du total de la consommation des ménages. En août, ces dépenses avaient baissé de 1,6 % en volume, après avoir augmenté de 2,7 % en juillet. Sur l’ensemble du troisième trimestre, elles augmentent de 1,2 % (par rapport au trimestre précédent), après – 0,8 % au deuxième trimestre.

La progression enregistrée sur le mois de septembre tient pour une bonne part aux ventes d’automobiles : +11,2 %. Ce chiffre marque une rupture avec la “très nette baisse enregistrée depuis le début de l’année”, souligne l’Insee.

Le poste textile-cuir est également en progression : + 0,2 % en septembre (après -6,2 % en août), mais surtout + 4,5 % sur le troisième trimestre (après -2,1 % au deuxième). Soulignant qu’“il faut remonter au quatrième trimestre 1987 pour retrouver une telle progression trimestrielle”, l’Insee y voit l’effet du démarrage tardif des soldes cette année.

La ministre de l’économie, Christine Lagarde a salué ces chiffres, en soulignant qu’ils reflètent “en partie les conséquences favorables des créations d’emplois enregistrées depuis six mois”, ainsi que “le succès durable de la prime à la casse malgré la réduction partielle du dispositif en début d’année”.

“Le niveau des achats reste inférieur à ce qu’il était fin 2007″

“Ces chiffres sont bons, mais ceux des mois précédents étaient mauvais”, tempère Mathieu Plane, économiste à l’Observatoire français des conjonctures économiques (OFCE). “Il faut aussi avoir en tête que le niveau de la consommation en produits manufacturés est aujourd’hui inférieur à ce qu’il était fin 2007″, ajoute-t-il, évoquant un palier autour de 22 milliards d’euros. “Mais c’est vrai que la consommation pour ce type de produits, même si elle stagne, résiste”.

Comment l’expliquer ? Mardi, l’Insee a publié son baromètre du moral des ménages qui montrait qu’en octobre, pour le troisième mois d’affilée, ce “moral” continuait de s’améliorer : l’opinion des Français sur la situation économique a ainsi progressé de 1 point. Cette enquête avait été réalisée du 29 septembre au 18 octobre 2010, c’est-à-dire avant que la pénurie d’essence ne se fasse sentir.

Nicolas Bouzou, directeur général de la société Asterès, avance comme facteur d’explication l’évolution positive du pouvoir d’achat des ménages : “il aura augmenté de 1,2 % cette année. Certes, l’inflation se tend légèrement sous l’effet de la hausse des prix de l’énergie, mais la masse salariale accélère, notamment grâce aux créations d’emplois, timides mais réelles (l’emploi salarié dans le secteur marchand augmentera d’environ 0,5% cette année)”.

Il ajoute que le taux d’épargne des ménages “était supérieur à 16 % du revenu disponible” au deuxième trimestre, “ce qui laisse une marge de manoeuvre importante pour faire progresser la consommation à un rythme légèrement supérieur à celui du pouvoir d’achat”.

“Excellents stabilisateurs” des revenus

“Même s’ils ressentent indubitablement les effets de la crise, les Français sont avant tout de bons gestionnaires. Ils savent tenir un budget et répartir de façon optimale leur épargne et leur consommation”, relève, quant à elle, Natacha Valla, directrice des recherches économiques chez Goldman Sachs. Selon elle, “l’embellie sur le marché du travail a un effet encore marginal sur la consommation”, mais “devrait prendre de l’ampleur dans les trimestres à venir”.

Mme Valla considère que si la consommation “tient en France”, c’est “avant tout parce que nous avons d’excellents stabilisateurs” du revenu des ménages. “Aussi, les effets des accidents de parcours tels que perte d’emploi ou problèmes de santé ne sont pas aussi dramatiques que dans certains pays, car les filets sociaux sont là pour prendre le relais et assurer un lissage du revenu disponible”.

“La question n’est pas de savoir si la consommation va tenir. De toutes évidences, elle tient contre ventes et marées, poursuit M. Bouzou. La question, c’est plutôt d’évaluer ses effets d’entraînement sur la croissance économique”.

Pour M. Plane, la consommation devrait “contribuer faiblement à la croissance, car les salaires ralentissent, il y a de plus en plus de chômeurs en fin de droits et une politique de rigueur qui s’annonce”. Il évoque une hausse de la consommation totale des ménages de 0,4 point au troisième trimestre et de 0,3 point au quatrième trimestre.

“Amortisseur”

Dans sa note de conjoncture, publiée fin septembre, l’Insee avait indiqué que la consommation totale des ménages devrait connaître une “légère accélération” en cette fin d’année et jouer “un rôle d’amortisseur”, contrebalançant les effets du ralentissement économique en cours au niveau mondial.

Selon l’Insee, les dépenses totales de consommation devraient progresser de + 1,4 % cette année (après + 0,6 % en 2009 et + 0,5 % en 2008) et elles contribueraient, selon l’organisme de statistiques, à soutenir la croissance de l’économie nationale qu’il évalue à + 1,6 % sur l’ensemble de l’année.

 Pour 2011, l’OFCE avance une progression de 0,1 % par trimestre seulement de la consommation totale des ménages. L’évolution restera très en deça du rythme qu’elle a connu avant la crise, qui était de l’ordre de + 2,5 % par an. “Dans un pays en perte rampante de compétitivité, dans une économie qui perd des parts de marché à l’export, le dynamisme de la demande intérieure a de moins de moins de prise sur la croissance économique”, conclut M. Bouzou.